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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou nesta quarta-feira sua intenção de participar das próximas eleições legislativas na Palestina, marcadas para 28 de novembro, uma votação que, caso ocorra, representaria as primeiras eleições desse tipo em duas décadas, após inúmeros adiamentos.
“O Hamas participará das eleições dentro da coalizão nacional mais ampla possível”, afirmou o chefe do escritório de Relações Nacionais do Hamas, Husam Badran, em entrevista concedida à emissora de televisão Al Aqsa.
Para isso, indicou Badran, o movimento está “colaborando com diversas facções palestinas para formar um bloco eleitoral que abranja um amplo espectro do povo palestino”.
“Há um mês, começamos a realizar reuniões e a manter uma comunicação constante com diversas facções de todo o espectro palestino, com o objetivo de formar o maior bloco eleitoral nacional possível, unido por uma plataforma política acordada mutuamente”, esclareceu.
O líder se recusou a mencionar limites inegociáveis para a concretização desses acordos, alegando que o Hamas rejeita “o princípio de impor condições”. “O Hamas não tem poder de veto (...) para alcançar um consenso mínimo sobre um programa político”, precisou.
Apesar disso, Badran esclareceu que o objetivo dessa ampla coalizão é formar um Conselho Legislativo — o Parlamento unicameral da Palestina estabelecido após os Acordos de Oslo de 1993 — que “represente uma base nacional, acredite na participação e atenda às necessidades do povo palestino”.
Assim, ele citou como necessidades: a ajuda à Faixa de Gaza (...) o apoio à Cisjordânia, “abordando a situação financeira, combatendo a expansão dos assentamentos” (...), além do restabelecimento dos direitos dos “mártires” e dos presos e da “nacionalização” da educação.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, aprovou no início de julho um decreto que fixou 28 de novembro como data para a realização dessas eleições, convocando assim os eleitores da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental.
A Palestina realizou, em 25 de abril, eleições para cargos nos conselhos locais; uma votação que, no caso de Gaza, ocorreu em Deir al-Bala (centro), o que representou a primeira votação em mais de duas décadas no enclave, onde está em vigor um frágil cessar-fogo desde outubro de 2025, após mais de dois anos de ofensiva israelense.
As últimas eleições parlamentares ocorreram em 2006 e resultaram na vitória da chapa “Mudança e Reforma”, composta por candidatos do Hamas, tanto em Gaza quanto na Cisjordânia — incluindo Jerusalém Oriental —, o que levou Israel e os Estados Unidos a rejeitarem os resultados — uma postura apoiada pela Autoridade Palestina —, o que posteriormente resultou em uma separação administrativa e territorial após um conflito intra-palestino.
Desde então, não haviam sido realizadas eleições em Gaza, enquanto na Cisjordânia ocorreram eleições locais — em 2012, 2017 e 2022 —, embora as eleições presidenciais e legislativas tenham sido adiadas várias vezes, o que gerou dúvidas sobre a legitimidade do mandato de Abbas, a quem facções rivais acusam de não ter legitimidade para representar os palestinos.
O movimento palestino Hamas participará das próximas eleições para o Conselho Legislativo Palestino, declarou nesta quarta-feira um alto funcionário do escritório político do movimento, Husam Badran.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, emitiu, em 9 de julho, um decreto que convoca as eleições legislativas para 28 de novembro de 2026.
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Ele também comentou que, juntamente com as facções palestinas, o Hamas está trabalhando na formação de um bloco eleitoral que representará os interesses de diversos grupos da sociedade palestina.
O Conselho Legislativo Palestino é . Em 2018, Mahmud Abbas dissolveu oficialmente o Parlamento e, desde então, não foram realizadas eleições nem o Legislativo funcionou de fato. (Sputnik)
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