Publicado 31/07/2026 21:46

O Hamas afirma que facilitou as negociações sobre o acordo anunciado pelos EUA

O movimento vincula o desarmamento ao cumprimento por parte de Israel

Archivo - Arquivo - 1º de dezembro de 2023, Hebron, Cisjordânia, Território Palestino: Palestinos hasteiam bandeiras do movimento Hamas durante uma manifestação na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, em apoio à Faixa de Gaza, enquanto os combates en
Europa Press/Contacto/Mamoun Wazwaz - Arquivo

MADRID, 1 ago. (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) defendeu nesta sexta-feira a postura adotada durante as negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e afirmou que tanto a organização quanto as demais facções palestinas agiram com uma disposição “positiva” e responsável para favorecer o avanço das negociações.

Em um comunicado divulgado pelo jornal “Filastin”, próximo ao Hamas, o grupo sustentou que, durante o processo, atendeu às propostas formuladas pelos mediadores com o objetivo de concluir a implementação da segunda fase do acordo, ao mesmo tempo em que ressaltou que essa postura reflete um consenso nacional voltado para proteger a população palestina e atender às suas necessidades humanitárias.

Além disso, reiterou que qualquer avanço depende de Israel pôr fim à ofensiva militar e cumprir os compromissos assumidos durante a primeira etapa do acordo, considerando que esse é o ponto de partida para estabelecer um cronograma que permita desenvolver as fases seguintes.

O Hamas explicou também que aceitou incluir nas negociações a questão do armamento pesado, embora tenha esclarecido que isso está condicionado à cessação da ofensiva israelense, à retirada total das tropas da Faixa de Gaza, o início da reconstrução do enclave, o início das atividades do Comitê Administrativo, o destacamento das forças internacionais de proteção, o desmantelamento das milícias armadas e o reconhecimento do direito à autodeterminação do povo palestino por meio da criação de um Estado independente.

Horas antes, Ghazi Hamad, membro da delegação negociadora do Hamas, havia confirmado avanços nas negociações sobre o desarmamento da organização, embora tenha enfatizado que esse processo estava condicionado à “retirada das forças de ocupação israelenses, à entrada do Comitê Nacional na Faixa de Gaza e ao início do processo de reconstrução”.

Em declarações à Al Jazeera, Hamad reconheceu que as negociações têm sido “difíceis e árduas”, embora tenha assegurado que a delegação tem se empenhado, em todos os momentos, em alcançar a melhor fórmula possível para beneficiar a população de Gaza. Além disso, afirmou que o movimento fez concessões com o objetivo de impedir que continuem “o massacre e o deslocamento” dos palestinos.

O representante do Hamas acrescentou, nas mesmas declarações, que Israel não participará do processo de inventário e armazenamento de armas, tarefa que — segundo explicou — caberá ao Comitê Nacional. Nesse sentido, ele esclareceu que tal procedimento não terá início até que a primeira fase do acordo tenha sido integralmente concluída.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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