Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad
Ele considera que suas palavras forçam Washington a "esclarecer sua posição sobre o deslocamento forçado".
MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "insistir em frustrar" as negociações para um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, depois que o líder exigiu na quarta-feira que o plano dos Estados Unidos de expulsar dois milhões de palestinos do enclave fosse implementado como condição para acabar com a guerra.
"A alegação de Netanyahu de que qualquer acordo temporário de cessar-fogo será seguido por uma retomada da guerra, levando à implementação do que ele chamou de plano Trump para deslocamento, é uma insistência em frustrar o processo de negociação e destruir as chances de libertação de prisioneiros", denunciou em um comunicado divulgado pelo diário 'Philastin', ligado ao grupo.
O Hamas considerou que as recentes declarações do chefe do executivo israelense, a quem chamou de "terrorista", sobre o plano de Trump "colocam o ônus sobre Washington para esclarecer sua posição sobre o crime de deslocamento forçado sob ameaça de genocídio, em um momento em que está desempenhando o papel de mediador para acabar com a guerra".
Ele reiterou seu apelo para que a comunidade internacional aja "para impor medidas que garantam o fim dos massacres brutais de inocentes na Faixa de Gaza e para responsabilizar" Netanyahu, que, segundo ele, "é obcecado por matança e genocídio". "Ele está empurrando toda a região para o abismo", alertou.
Netanyahu disse na quarta-feira que está "pronto para encerrar a guerra sob condições claras que garantam a segurança de Israel", inclusive que todos os reféns "voltem para casa", que o Hamas deponha as armas, "abandone o poder, que seus líderes sejam exilados, que Gaza seja totalmente desarmada e que executemos o plano de Trump, tão correto e revolucionário".
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