Publicado 11/05/2026 06:51

O Hamas acusa Israel de tentar “manter Gaza em um estado de caos” com seus bombardeios contra a Faixa

10 de maio de 2026, Cidade de Gaza, Faixa de Gaza, Território Palestino: Imagens gerais mostram tendas que abrigam palestinos deslocados, amontoados a oeste da Cidade de Gaza em 10 de maio de 2026, onde milhares de residentes vivem em condições humanitári
Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy

Autoridades de Gaza elevam para cerca de 855 o número de mortos em ataques perpetrados desde a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo

MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou nesta segunda-feira a morte de dois membros das forças de segurança de Gaza em um bombardeio perpetrado por Israel contra o sul da Faixa e destacou que o objetivo desses ataques é “manter Gaza em um estado de caos de segurança e minar os esforços para retomar a normalidade” após a ofensiva lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023.

O grupo indicou que o ataque, realizado no domingo contra Jan Yunis, resultou na morte do chefe do Departamento de Investigações Criminais da Polícia local, antes de destacar que “este último assassinato se soma aos contínuos ataques das forças de ocupação contra os órgãos de segurança e as instituições civis para minar os pilares da estabilidade interna e impedir qualquer passo rumo à recuperação”.

Assim, destacou que os ataques contra as forças de segurança “visam criar um clima de caos e impedir os esforços humanitários”, ao mesmo tempo em que exigiu que a comunidade internacional “intervenha com urgência para deter as violações diárias por parte da ocupação”, em meio ao acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 no âmbito do pacto para aplicar a proposta dos Estados Unidos para o futuro de Gaza.

O Hamas enfatizou que “a política de assassinatos e bombardeios” por parte de Israel “constitui uma clara violação dos acordos” e “reflete o desejo israelense de minar qualquer caminho que leve à redução das tensões e à estabilidade em Gaza”, conforme noticiado pelo jornal palestino ‘Filastin’.

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta segunda-feira que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, foram confirmadas 854 mortes e 2.453 feridos, enquanto 770 corpos foram recuperados das áreas das quais as forças israelenses se retiraram, agora presentes na chamada “linha amarela”, que cobre mais de 50% do território do enclave palestino.

Por outro lado, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial — foram registrados 72.740 mortos e 172.555 feridos, embora tenha reiterado que ainda há corpos sob os escombros e espalhados pelas ruas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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