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Agradece à relatora da ONU, Francesca Albanese, por sua advertência de que Israel “não deve destruir as provas de crimes internacionais”
MADRID, 8 set. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) alertou nesta segunda-feira que Israel estaria tentando “apagar as provas dos crimes brutais cometidos” contra os palestinos da Faixa de Gaza por meio da remoção dos escombros “tendo em vista a presença dos corpos de milhares de pessoas desaparecidas e das provas materiais dos crimes de genocídio” que atribui a Israel ao longo de dois anos.
“Denunciamos as tentativas do governo ocupante (Israel) e de seu Exército de destruir as provas dos crimes brutais cometidos contra nosso povo na Faixa de Gaza, por meio da remoção, trituração e transporte de escombros, tendo em vista a presença dos corpos de milhares de pessoas desaparecidas e das provas materiais dos crimes de genocídio cometidos pela ocupação ao longo de dois anos”, reza o comunicado em questão do Hamas, divulgado pelo jornal “Filastín”, próximo ao grupo.
Por isso, o grupo denunciou que “a manipulação” desses locais e dos corpos e provas que neles se encontram “constitui uma violação do Direito Internacional e da resolução da Corte Internacional de Justiça (CIJ) que exige a preservação das provas”.
Nesse contexto, a milícia agradeceu a advertência emitida horas antes pela relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, que ressaltou precisamente que a remoção dos escombros da Faixa de Gaza por parte de Israel “não deve destruir as provas de crimes internacionais” no contexto da ofensiva lançada pelas forças israelenses contra o enclave após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Nesse contexto, o Hamas fez um apelo às Nações Unidas e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) “para que adotem medidas urgentes com o objetivo de proteger esses locais e para que enviem equipes internacionais de investigação e peritos forenses para supervisionar a recuperação dos corpos, bem como a documentação e a preservação das provas”.
“Acelerar a remoção dos escombros e a reconstrução da Faixa de Gaza é uma necessidade humanitária e nacional urgente, bem como um direito inerente ao nosso povo”, afirmou o grupo, antes de afirmar que “isso deve ser feito de forma a garantir a recuperação dos corpos dos desaparecidos e a preservação das provas, e a impedir que a ocupação se aproveite dessas operações para apagar os rastros de seus crimes e se eximir de sua responsabilidade”.
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