"A urgência exige que sejamos proativos, que superemos as divisões e atuemos juntos", disse ele.
MADRID, 25 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente de transição do Haiti, Laurent Saint-Cyr, apoiou nesta quinta-feira, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, uma iniciativa promovida pelos Estados Unidos e pelo Panamá para transformar a Missão Multinacional de Apoio à Segurança (MSS) em uma força especializada para combater as gangues no país caribenho.
"Pedimos a solidariedade de toda a comunidade internacional e, em particular, o compromisso dos membros do Conselho de Segurança da ONU, para que votem a favor da resolução que estabelece uma força para reprimir as gangues", enfatizou.
Saint-Cyr agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por seus "esforços para fornecer apoio e recursos" em sua luta "comum" contra as gangues, que "ameaçam" seu país e toda a região. Ele também expressou sua "gratidão" ao Panamá por promover a iniciativa.
O presidente de transição do Haiti pediu a "mobilização de uma força robusta" com um "mandato claro", bem como recursos materiais, logísticos e financeiros adequados para vencer a "guerra" que coloca "criminosos que querem impor a violência como uma ordem social" contra uma "população desarmada que luta para preservar a dignidade humana e a liberdade".
"O silêncio ou a inação não são uma opção", enfatizou, acrescentando que "cada minuto perdido se traduz em vidas humanas perdidas" e que essa medida deve ser tomada "sem meias medidas", além de ser "enérgica, coordenada e imediata".
"Precisamos de maior cooperação internacional, com base no compartilhamento de inteligência e controles alfandegários rigorosos, para interromper o fluxo de armas, munições, drogas e financiamento de gangues. A paz só poderá ser restaurada se nossos parceiros na região garantirem, com medidas concretas, que seus territórios não sirvam como ponto de saída ou trânsito", argumentou.
O mandato do MSS, liderado pelo Quênia e apoiado pela ONU, expira na quinta-feira, 2 de outubro. Essa nova iniciativa, chamada de Força de Supressão de Gangues (GSF), prevê maior autonomia para combater a violência das gangues.
APELOS À UNIDADE
Por outro lado, ele disse que "a complexidade da crise haitiana não deve ser usada como pretexto" para considerações geopolíticas. "Cada dia de indecisão beneficia os grupos criminosos. A urgência exige que sejamos proativos, que superemos as divisões e ajamos juntos, a serviço dos valores que nos unem: paz e dignidade humana", disse ele.
Saint-Cyr também assegurou que "o Haiti daria as boas-vindas" a uma reunião de alto nível para superar a crise "e alcançar um progresso concreto". "O Haiti de amanhã merece paz e prosperidade: um futuro baseado em um judiciário independente, educação universal, assistência médica universalmente acessível e uma economia que ofereça a todos uma chance igual de sucesso", argumentou.
No início de 2024, uma onda de violência abalou o Haiti, levando o então primeiro-ministro, Ariel Henry, a renunciar. Desde o ano passado, o Haiti estabeleceu um Conselho Presidencial de Transição para pacificar o país e criar um Conselho Eleitoral Provisório para organizar as eleições.
Até o momento, a presença do contingente internacional liderado pelo Quênia mostrou-se ineficaz para conter a atividade das gangues no país caribenho. O GSF permitiria o envio de até 5.500 soldados para o local.
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