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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos e o Irã continuem as negociações para pôr fim ao conflito, alegando as diferenças “profundamente enraizadas” entre os dois países, depois que ambas as delegações se reuniram neste fim de semana no Paquistão sem terem chegado a nenhum acordo.
"Dadas as diferenças profundamente enraizadas, não é possível chegar a um acordo da noite para o dia, e o secretário-geral insta a que as conversações continuem de forma construtiva para se chegar a um acordo”, afirmou Guterres por meio de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em uma coletiva na qual destacou, apesar da falta de resultados, que “as próprias conversações puseram em evidência a seriedade de seu compromisso e constituíram um passo positivo e significativo para a retomada do diálogo”.
Guterres, que defendeu que “não existe uma solução militar para o atual conflito no Oriente Médio” e que “é absolutamente imprescindível manter o cessar-fogo”, por isso pediu o fim de “todas as suas violações”.
O líder português agradeceu os “esforços contínuos” dos países mediadores, do Paquistão, mas também da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia, e fez “um apelo à comunidade internacional para que apoie tais esforços”.
Da mesma forma, ele se pronunciou sobre o Estreito de Ormuz, lembrando que “todas as partes neste conflito devem respeitar a liberdade de navegação” em virtude do Direito Internacional. “Devemos lembrar que cerca de 20 mil marinheiros ficaram presos neste conflito e encontram-se atualmente retidos nos navios, enfrentando dificuldades cada vez maiores a cada dia”, afirmou, antes de lamentar a “fragilidade econômica mundial” causada pelas interrupções do comércio através deste estreito.
“A interrupção do fornecimento de fertilizantes e de suas mercadorias agrava ainda mais a insegurança alimentar de milhões de pessoas vulneráveis em todo o mundo, somando-se ao aumento do custo de vida devido aos efeitos das perturbações nos setores de combustível, transporte e cadeia de abastecimento”, observou a esse respeito.
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