Europa Press/Contacto/Lev Radin
MADRID, 27 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da ONU, António Guterres, denunciou que o sistema de distribuição de ajuda estabelecido por Israel na Faixa de Gaza "está matando pessoas" e advertiu que "não há necessidade de reinventar a roda com métodos perigosos", mas que é suficiente permitir que as agências da ONU e outras organizações no local retomem as rédeas.
"Qualquer operação que canalize civis desesperados para áreas militarizadas não é segura", lamentou Guterres, falando na sede da ONU em Nova York, onde enfatizou que a ONU tem os recursos e a experiência para agir com "humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência" e resolver o "problema" da distribuição de ajuda.
As autoridades de Gaza estimam que mais de meio milhar de pessoas tenham morrido nesses pontos de distribuição, a maioria delas alvejada pelas forças israelenses. "As pessoas estão morrendo apenas tentando alimentar suas famílias. A busca por alimentos nunca deveria ser uma sentença de morte", disse Guterres.
O chefe da ONU apontou o dedo diretamente para Israel porque, "como potência ocupante", é obrigado pela lei internacional a fornecer assistência humanitária no território ocupado, nesse caso a Faixa de Gaza.
A ONU PEDE "CORAGEM" PARA UM CESSAR-FOGO
Guterres vê o cessar-fogo acordado esta semana entre Israel e Irã como um sinal de "esperança" para a guerra na Faixa: "Agora é a hora da coragem de um cessar-fogo em Gaza".
Nesse sentido, e em vista de "uma crise humanitária de proporções horríveis" no enclave palestino, ele espera que as partes construam novamente pontes para um cessar-fogo "imediato", além de pedir mais uma vez a libertação incondicional dos reféns ainda mantidos pelo Hamas.
Olhando para o futuro, ele enfatizou que a solução básica para o conflito será "política" e envolverá a adoção de uma solução de dois estados, uma perspectiva que o governo de Benjamin Netanyahu não prevê atualmente e que envolveria o reconhecimento da Palestina como um estado.
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