Europa Press/Contacto/Marwan Naamani
MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu nesta quarta-feira a libertação “imediata” dos 118 funcionários da ONU que se encontram atualmente detidos em todo o mundo e, em especial, no Iêmen, no contexto de um aumento dos “ataques” contra a organização, com 179 pessoas presas ou detidas somente no ano passado.
Ele fez isso por meio de uma declaração por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com os Funcionários Detidos ou Desaparecidos, comemorado todo dia 25 de março, na qual garantiu que “nenhum colega foi esquecido” e instou os Estados-membros a respeitar o Direito Internacional para garantir um trabalho humanitário “seguro e sem obstáculos”.
Nesse sentido, a organização lembrou que está presente em alguns dos locais “mais perigosos e instáveis do mundo”, como Gaza, Afeganistão, Sudão, Ucrânia, Iêmen, Haiti e República Democrática do Congo.
Por isso, a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, destacou que “qualquer detenção não apenas viola os direitos humanos fundamentais, o Direito Internacional e as imunidades, mas também prejudica os esforços humanitários vitais, atrasando a assistência que salva a vida de milhões de pessoas”.
Com um aumento de 52 no número de funcionários detidos nesta mesma data há um ano, a ONU observou que, do total de 118 detidos, 73 estão nas mãos das autoridades huti no Iêmen, sendo oito deles funcionários do Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A esse respeito, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, lamentou que, no Iêmen, o pessoal da ONU continue sendo alvo de “detenções arbitrárias”, com alguns deles privados de liberdade “há cinco anos”.
“A cada dia, a injustiça de sua detenção se agrava. O sofrimento deles e de suas famílias é intolerável”, acrescentou o Alto Comissário, ressaltando que “em nenhuma circunstância se pode deter o pessoal da ONU, muito menos acusá-lo de crimes por realizar seu trabalho vital em nome do povo iemenita”, enfatizou após elogiar o trabalho dos milhares de funcionários das Nações Unidas que atuam nas situações “mais difíceis”, em meio a crises e conflitos, para prestar assistência àqueles que precisam de ajuda.
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