Publicado 17/08/2026 15:09

Guterres pede aos EUA e ao Irã que retomem as negociações para chegar a um acordo “o mais rápido possível”

NAÇÕES UNIDAS, 1º de agosto de 2026  -- O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante uma coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York, em 31 de julho de 2026. Guterres afirmou nesta sexta-feira que os combates devem cessar em todas as fre
Europa Press/Contacto/Xie E

MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou nesta segunda-feira os Estados Unidos e o Irã a retomarem as negociações para chegar a um acordo “o mais rápido possível” após o término do memorando de entendimento de 60 dias, que incluía uma trégua, com o objetivo de pôr fim definitivo às hostilidades e reabrir o estreito de Ormuz.

Guterres reiterou que “não há solução militar para esse conflito”, instando assim as partes a chegarem a um consenso para alcançar um acordo “pacífico” e “duradouro” que evite uma eventual “ação militar” na região, além de “suavizar o tom da retórica” utilizada nos últimos dias.

Foi o que informou seu porta-voz, Stéphane Dujarric, após o término do memorando de entendimento de 14 pontos, que previa uma trégua para negociar um acordo definitivo no prazo de 60 dias, com o objetivo de tratar da questão nuclear iraniana, da reabertura sem pedágios do Estreito de Ormuz e da criação de um fundo de reconstrução para o Irã no valor de 300 bilhões de dólares.

O acordo, mediado pelo Paquistão, também incluía o fim das sanções americanas, incluindo aquelas impostas pela Organização das Nações Unidas ou pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), bem como de todas as sanções diretas ou secundárias impostas por Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou nesta mesma segunda-feira que o Irã deve “hastear a bandeira branca” e “se render” diante da situação pela qual passa devido à guerra iniciada em fevereiro passado, ao mesmo tempo em que ameaçou bombardear Omã caso o país se intrometa na gestão do Estreito de Ormuz, já que Mascate negocia com Teerã a passagem pelo estreito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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