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MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mostrou-se nesta segunda-feira “profundamente alarmado” com a escalada dos ataques de Israel contra o Líbano, incluindo o anúncio de bombardeios contra os subúrbios da capital libanesa, Beirute, embora, na última hora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha informado que o Exército israelense não os realizará.
“Estamos profundamente alarmados com a escalada das atividades militares em todo o sul do Líbano e além. As advertências israelenses de ataques iminentes contra os subúrbios do sul de Beirute são muito preocupantes e agravaram o medo e a incerteza entre a população libanesa”, afirmou em coletiva de imprensa seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
O porta-voz de Guterres, que reiterou que tanto civis quanto infraestruturas desse tipo não podem ser “alvo de ataques”, pediu a todas as partes que “respeitem a cessação das hostilidades” em virtude do acordo alcançado em meados de abril e que “evitem uma maior escalada”.
Além disso, ele ressaltou que “não há alternativa a uma solução diplomática para romper esse ciclo de violência e alcançar uma estabilidade sustentável em ambos os lados da ‘linha azul’”, a fronteira entre o Líbano e Israel.
Nesse sentido, ele pediu que as negociações entre os dois países, que devem ser retomadas nesta terça-feira em Washington, tenham “uma chance real de sucesso”.
Dujarric lembrou que o Conselho de Segurança da ONU realizará nesta segunda-feira uma sessão de emergência, a pedido da França, para abordar a situação no Líbano, onde já morreram mais de 3.400 pessoas devido aos ataques de Israel desde 2 de março, dia em que foram retomados os confrontos entre o Exército israelense e o partido-milícia xiita Hezbollah.
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