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MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou nesta quarta-feira a morte de um segundo militar de origem francesa pertencente à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), devido aos ferimentos sofridos após um ataque neste fim de semana no sul do país contra os “capacetes azuis”, ao mesmo tempo em que pediu o fim dessas agressões.
“Entristece-me saber que um segundo membro francês da FINUL faleceu devido aos ferimentos sofridos num recente ataque perpetrado por grupos não estatais, presumivelmente (o partido-milícia xiita libanês) Hezbollah, no sul do Líbano”, afirmou o representante das Nações Unidas numa mensagem nas redes sociais.
Assim, após lamentar que este tenha sido um dos “múltiplos incidentes” ocorridos nas “últimas semanas”, que “causaram a morte e ferimentos graves a membros das forças de paz da UNIFIL”, Guterres enfatizou que “esses ataques devem cessar”.
Especificamente, o ataque ocorreu no último dia 18 de abril, quando as forças de manutenção da paz “foram alvo de disparos” por parte de “atores não estatais, supostamente o Hezbollah”, enquanto “investigavam a suposta presença de engenhos explosivos improvisados na zona de operações da UNIFIL, no sul do Líbano”, conforme relatou o secretário-geral em um comunicado.
Por isso, Guterres reiterou seu apelo para que “todas as partes” cumpram “suas obrigações” nos termos do direito internacional e “garantam em todos os momentos a segurança do pessoal das Nações Unidas”, bem como a “inviolabilidade” dos “bens e ativos da organização”.
"Todos os ataques contra o pessoal de manutenção da paz devem ser investigados sem demora, e os responsáveis devem ser efetivamente julgados e responsabilizados", defendeu o secretário-geral, após o que reiterou a importância de que "todas as partes" respeitem o cessar-fogo entre o Líbano e Israel, que entrou em vigor em 16 de abril.
Foi nesta mesma quarta-feira que o presidente da França, Emmanuel Macron, informou sobre a morte do cabo-primeiro Anicet Girardin, do 132º Regimento de Infantaria Mecanizada de Suippes, no sul do Líbano, país no qual a trégua acordada dias antes não impediu Israel de continuar lançando ataques contra o país vizinho, onde já morreram cerca de 2.500 pessoas nesta segunda ofensiva.
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