Europa Press/Contacto/Xie Jianfei
MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou as autoridades israelenses a “reverter” a aprovação da designação de zonas da Cisjordânia como “propriedade do Estado”, uma iniciativa que ele classificou como “ilegal”.
Guterres “condenou” a decisão do governo israelense aprovada no domingo passado, que retoma o processo de registro de terras na Zona C da Cisjordânia, porque “pode levar à expropriação dos palestinos de suas propriedades e à ampliação do controle israelense sobre o território”.
Essa medida, e em geral a presença de Israel nos territórios palestinos ocupados, “não só é desestabilizadora, como também ilegal, conforme lembrou a Corte Internacional de Justiça”. Por isso, ele insta o governo israelense a “reverter imediatamente” essas medidas que “prejudicam as perspectivas de uma solução de dois Estados”, “único caminho para uma paz duradoura”.
Guterres lembrou que “todos” os assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e “o regime associado a eles (...) não têm validade legal e são uma violação flagrante do Direito Internacional e das resoluções relevantes das Nações Unidas”.
A Cisjordânia — incluindo Jerusalém Oriental — e a Faixa de Gaza foram ocupadas militarmente por Israel na guerra de 1967, juntamente com os Montes Golã sírios. No total, cerca de 700.000 colonos judeus vivem na Cisjordânia, parte em colônias consideradas legais por Israel e parte em assentamentos considerados ilegais até mesmo pelo governo israelense, embora o Direito Internacional reflita que todos eles são ilegais e que a colonização é um crime de guerra.
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