Publicado 04/02/2026 21:47

Guterres, “extremamente preocupado” com a situação em Cuba e suas necessidades petrolíferas diante das ameaças dos EUA

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 14 de maio de 2025, Berlim: O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fala durante uma coletiva de imprensa em Berlim. Foto: Kay Nietfeld/dpa
Kay Nietfeld/dpa - Arquivo

MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou nesta quarta-feira estar “extremamente preocupado” com a situação humanitária em Cuba, diante da necessidade do país caribenho de importar petróleo, e reiterou a demanda de longa data da Assembleia Geral para que os Estados Unidos suspendam o embargo contra a ilha.

“Fui questionado sobre a situação atual em Cuba e posso dizer que o secretário-geral está extremamente preocupado com a situação humanitária em Cuba, que irá piorar, se não entrar em colapso, se as suas necessidades de petróleo não forem satisfeitas”, sublinhou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, numa coletiva de imprensa.

Segundo suas palavras, o dirigente português exortou todas as partes a “promover o diálogo e o respeito ao Direito Internacional” e lembrou que, “por mais de três décadas, a Assembleia Geral tem pedido constantemente o fim do embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba”.

Guterres pronunciou-se desta forma enquanto a ONU trabalha com o Executivo cubano para ver como pode “aliviar a situação”, que o seu próprio pessoal está observando no terreno enquanto a ilha enfrenta a escassez de petróleo agravada pela ameaça lançada na sexta-feira passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O inquilino da Casa Branca advertiu que imporia novas tarifas a qualquer país que enviasse petróleo a Cuba, alegando o suposto apoio a organizações terroristas e potências estrangeiras por parte do governo de Miguel Díaz-Canel, que rejeitou essas acusações e mostrou-se disposto a “reativar” a cooperação com Washington em diversos assuntos, incluindo a luta contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na morte de mais de uma centena de pessoas e na captura do presidente Nicolás Maduro, também significou o corte do fluxo de hidrocarbonetos deste país para Cuba, que em troca prestava serviços de proteção e segurança através de suas forças.

Nesse novo cenário, as tensões entre Washington e Havana se intensificaram, enquanto vários países, organizações e até mesmo figuras como o Papa Leão XIV pediram diálogo. Diante desse quadro, o governo chinês confirmou o envio de ajuda financeira e humanitária a Cuba, enquanto o México manifestou sua intenção de ajudar o país caribenho enquanto negocia com os Estados Unidos o fornecimento de petróleo “por razões humanitárias”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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