Europa Press/Contacto/Lev Radin
Pede "discrição" diante das "especulações" porque "há muito em jogo" MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéfane Dujarric, evitou se pronunciar nesta segunda-feira sobre uma possível iniciativa liderada pela ONU para o fornecimento de bens pelo estreito de Ormuz, bloqueado neste momento pelo Irã em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
“Temos testemunhado especulações na mídia sobre uma possível iniciativa liderada pela ONU em torno do Estreito de Ormuz (...) Não alimentaremos essas especulações e continuaremos trabalhando com discrição”, assegurou em um breve comunicado o porta-voz de António Guterres, alegando que “há muito em jogo”.
Dujarric quis lembrar que, durante os preparativos da Iniciativa dos Cereais do Mar Negro — um acordo entre a Ucrânia, a Rússia, a Turquia e as Nações Unidas após a invasão russa de Kiev para permitir a exportação de trigo e fertilizantes durante a guerra — “o silêncio foi a melhor opção” e limitou-se a indicar que o líder português “mantém um contato muito frequente com altos funcionários da região e de fora dela”.
Suas palavras chegam horas depois de a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, ter proposto o estabelecimento de uma missão europeia ou mesmo uma organizada pela ONU para manter aberto o estreito de Ormuz. “O fechamento do estreito de Ormuz é realmente perigoso para o abastecimento de petróleo e energia para a Ásia. 85% do petróleo e do gás que passam pelo Estreito de Ormuz têm como destino países asiáticos, mas isso também é problemático para os fertilizantes. Por isso, conversamos com António Guterres sobre como fazer com que isso aconteça”, explicou em declarações à imprensa antes do Conselho de Assuntos Europeus (CAE) em Bruxelas.
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