Publicado 07/04/2026 00:54

Guterres defende que "as infraestruturas civis não podem ser atacadas" após o ultimato de Trump ao Irã

2 de abril de 2026, Nova York, Nova York, EUA: ANTONIO GUTERRES, Secretário-Geral das Nações Unidas, discursa antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio. Guterres afirmou que a cooperação entre o Conselho de Cooperação do Golfo e
Europa Press/Contacto/Bianca Otero

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu nesta segunda-feira que “as infraestruturas civis, incluindo as energéticas, não podem ser atacadas”, invocando o Direito Internacional Humanitário para rejeitar também bombardeios contra “infraestruturas civis específicas (que) sejam consideradas um alvo militar” nos quais se prevejam “danos colaterais civis excessivos”, após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar pontes e usinas elétricas no Irã caso o país não aceite um acordo.

“Ficamos alarmados com a retórica daquela publicação nas redes sociais que ameaçava com ataques americanos contra usinas elétricas, pontes e outras infraestruturas caso o Irã não aceitasse um acordo”, afirmou em coletiva de imprensa o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, que destacou que o líder português “tem sido muito claro em questões relativas ao direito internacional e insta mais uma vez todas as partes a cumprirem suas obrigações no que diz respeito à condução dessas hostilidades”.

Além disso, Guterres “lembra que as infraestruturas civis, incluindo as energéticas, não podem ser atacadas”. “Mesmo que infraestruturas civis específicas fossem consideradas um alvo militar, o Direito Internacional Humanitário proibiria os ataques contra elas se fosse previsto que causassem danos colaterais excessivos à população civil”, destacou Dujarric.

“O secretário-geral reitera que é hora de as partes porem fim a este conflito, uma vez que não existe alternativa viável à solução pacífica de controvérsias internacionais”, concluiu o porta-voz, que insistiu que os ataques anunciados por Trump “constituiriam violações do Direito Internacional”. “Acredito que a determinação de se algo é crime ou não cabe a um tribunal, mas qualquer ataque contra infraestrutura civil é uma violação do Direito Internacional, e muito clara”, enfatizou.

O líder da ONU respondeu assim ao ultimato lançado por Trump ao Executivo iraniano, uma ameaça que o inquilino da Casa Branca renovou nesta mesma segunda-feira, alertando que o país inteiro “pode ser arrasado em uma noite” se Teerã não aceitar reabrir o estreito de Ormuz, sobre o qual as autoridades iranianas reivindicaram seu controle.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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