Lev Radin / Zuma Press / Europa Press
MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, afirmou nesta quinta-feira que a organização teve acesso ao relatório que aponta que os Estados Unidos teriam cometido crimes de guerra em determinados bombardeios realizados contra o Irã, cujas conclusões ele classificou como “chocantes”, e exigiu que haja prestação de contas pelos fatos denunciados no relatório.
“É claro que conhecemos perfeitamente esse relatório, que foi publicado por uma comissão independente. Acredito que suas conclusões sejam, no mínimo, impactantes”, afirmou Dujarric em coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre o relatório da Comissão de Assuntos Internacionais referente ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Na mesma linha, o porta-voz de António Guterres defendeu a exigência de “prestação de contas”, ao mesmo tempo em que ressaltou “a importância desses relatórios e a necessidade de as pessoas cooperarem com eles”.
Essas declarações foram feitas depois que uma comissão de investigação da ONU expôs, nesta mesma quinta-feira, em um relatório, que existem “motivos razoáveis” para determinar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois bombardeios contra uma escola e um complexo esportivo nos primeiros momentos da ofensiva lançada em fevereiro, em conjunto com Israel, contra o Irã.
Após a publicação do relatório, a Casa Branca criticou duramente o Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que “há décadas vem proferindo disparates sem sentido”, e afirmou que “a única parte neste conflito que cometeu crimes de guerra é o regime iraniano, que assassinou milhares de seus cidadãos”.
Está previsto que o Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 membros, receba na próxima segunda-feira o referido relatório.
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