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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou nesta terça-feira o mais recente ataque perpetrado por gangues criminosas em Kenscoff, uma localidade nos arredores de Porto Príncipe, no Haiti, que resultou em 47 mortos, entre os quais 22 que foram “executados” dentro de uma igreja onde haviam se refugiado.
“Os ataques incessantes das gangues contra as comunidades e a perda de vidas evidenciam as condições alarmantes de segurança no Haiti e reforçam a necessidade urgente de intensificar os esforços de segurança, tanto haitianos quanto internacionais, para combater as gangues”, afirmou seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
Além disso, ele fez um apelo às autoridades haitianas para que “garantam que os responsáveis por tais ataques prestem contas perante a justiça”, inclusive por meio de tribunais especializados, recentemente criados com apoio internacional para investigar crimes em massa contra a população.
Os assaltantes, supostamente do grupo criminoso Viv Ansanm, tentaram assumir o controle do centro da cidade e incendiaram várias residências pelo caminho. O prefeito, Jean Masillon, classificou os ataques como um “massacre”.
De acordo com o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), durante o primeiro trimestre do ano (janeiro a março de 2026), a violência deixou pelo menos 1.642 mortos e 745 feridos em meio a ataques como os perpetrados entre 29 e 31 de março em 16 localidades da Baixa Artibonite, onde 83 pessoas morreram nas mãos de gangues em apenas 72 horas.
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