Publicado 01/01/2026 09:13

Guterres condena a decisão israelense de proibir o fornecimento de eletricidade e água às instalações da UNRWA

Archivo - Arquivo - 30 de outubro de 2024, Jerusalém, Israel: Na foto, o escritório de campo da Cisjordânia e Jerusalém da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA). Na segunda-feira, 28 de outubro de 20
Europa Press/Contacto/Nir Alon - Arquivo

MADRID 1 jan. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou nesta quinta-feira a aprovação no Parlamento israelense de uma lei que proíbe o fornecimento de eletricidade e água às instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA).

"O Secretário-Geral condena a aprovação no Knesset, em 29 de dezembro de 2025, de emendas à Lei de Cessação de Operações da UNRWA que buscam dificultar ainda mais a capacidade da UNRWA de operar e realizar suas atividades de acordo com seu mandato", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em um comunicado.

Essas emendas legais "contradizem o status e a estrutura legal aplicável à UNRWA" e "devem ser revogadas imediatamente", de acordo com Guterres.

A ONU lembra que a UNRWA "é parte integrante das Nações Unidas" e, portanto, a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas se aplica a ela, tanto à própria organização quanto a suas propriedades, bens, escritórios e outros funcionários. "A propriedade usada pela UNRWA é inviolável", enfatizou, antes de lembrar que isso foi enfatizado pela decisão de 22 de outubro da Corte Internacional de Justiça (ICJ) em Haia.

Guterres lembrou que a UNRWA desempenha um papel "indispensável" para o povo palestino, tanto em Gaza quanto em outros territórios. Além disso, "a atividade da UNRWA em Gaza contribui para a implementação da Resolução 2803 do Conselho de Segurança", que endossou o plano de cessar-fogo dos EUA para Gaza.

O regulamento permite que o governo israelense confisque "sem a necessidade de iniciar procedimentos legais ou administrativos" propriedades alugadas em Jerusalém da agência humanitária da ONU, que as usava como escritórios.

A aprovação dessa proposta é mais um passo na campanha de Israel contra a UNRWA e se soma a eventos como a invasão das autoridades israelenses em dezembro deste ano no complexo da agência em Jerusalém Oriental, onde colocaram uma bandeira israelense no lugar da bandeira da ONU, e o fechamento em maio deste ano das escolas da agência na mesma área.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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