Publicado 08/07/2026 15:59

Guterres alerta para “consequências catastróficas” caso a guerra retorne ao Irã e pede que as negociações sejam retomadas

10 de junho de 2026, Nova York, Nova York, Estados Unidos: O secretário-geral António Guterres discursa durante a reunião do Conselho de Segurança sobre “Promover soluções políticas no Oriente Médio: mediação e diálogo para uma paz duradoura”, tendo a Col
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta quarta-feira para as “consequências catastróficas” de um possível retorno à guerra em grande escala no Irã, após o recrudescimento das tensões nos últimos dias no Estreito de Ormuz, e pediu a Washington e Teerã que retomem as negociações para um acordo de paz.

“O secretário-geral está profundamente preocupado com a retomada dos confrontos militares no Golfo. Os incidentes que testemunhamos nas últimas 24 horas correm o risco de comprometer os avanços diplomáticos alcançados”, afirmou em coletiva de imprensa Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU.

Dessa forma, ele insistiu no retorno aos contatos diplomáticos, ressaltando que os Estados Unidos e o Irã devem “retomar com urgência as negociações” e “abordar as questões pendentes pela via diplomática”.

“Um retorno às hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia mundial como um todo”, alertou.

Dessa forma, o porta-voz reforçou o apelo de Guterres para que “todas as partes exerçam a máxima moderação, evitem novas ações que agravem a escalada e adotem medidas imediatas para reduzir as tensões”.

A ONU enfatizou que todas as partes são obrigadas a “cumprir integralmente o Direito Internacional, incluindo a proteção da população civil e das infraestruturas civis, bem como o respeito aos direitos e às liberdades de navegação”.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou dúvidas quanto a chegar a um acordo com o Irã, embora tenha enfatizado que, sob nenhuma circunstância, Teerã terá permissão para adquirir armas nucleares. “Eu os conheço e não tenho certeza se quero chegar a um acordo com eles. Podemos entrar nesses jogos, mas não tenho certeza se quero fazer um acordo”, afirmou ele no auge das tensões com a República Islâmica, após a troca de ataques ocorrida nesta madrugada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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