Publicado 16/03/2026 16:20

Guterres alerta para o aumento da islamofobia tendo a guerra no Irã como pano de fundo

14 de março de 2026, Beirute, Líbano: O secretário-geral da ONU, António Guterres, gesticula durante a coletiva de imprensa no final de sua visita ao Líbano. Guterres afirmou que os ataques com foguetes do Hezbollah, grupo pró-Irã, contra Israel em apoio
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

Alerta de que os preconceitos, quando expressos por quem ocupa cargos públicos, acabem se traduzindo em “políticas” MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta segunda-feira que a guerra no Oriente Médio, desencadeada depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã há mais de duas semanas, está contribuindo para aumentar a islamofobia. “Basta ver o que se lê nos jornais, nas declarações e nas redes sociais. É claro que parece haver uma relação”, afirmou em coletiva de imprensa seu porta-voz, Stéfane Dujarric, ao ser questionado sobre a discriminação contra os muçulmanos e o conflito que já deixou mais de 1.200 mortos, somente em território iraniano, de acordo com o último balanço de Teerã.

Dujarric denunciou que “para as pessoas que propagam isso, é muito fácil encontrar desculpas ou bodes expiatórios para continuar a espalhar esse discurso de ódio intolerável”, em um dia em que Guterres alertou para uma “onda crescente de intolerância” contra a comunidade muçulmana.

O porta-voz do líder português fez essas declarações por ocasião do Dia Internacional de Combate à Islamofobia e lamentou que esse discurso venha de “quem ocupa cargos de autoridade”, o que faz com que “os preconceitos se normalizem”. “E quando os estereótipos não são questionados, eles se consolidam na forma de políticas”, alertou. “Os governos têm uma responsabilidade clara. As leis e as políticas devem salvaguardar a igualdade, não reforçar os preconceitos. Os espaços online devem unir as pessoas, não separá-las”, declarou Guterres, em um evento no qual ele exortou a “trabalhar juntos para erradicar a crescente onda de ódio e intolerância contra os muçulmanos e construir um mundo baseado no respeito, na inclusão, na justiça e na paz”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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