Publicado 29/04/2026 02:40

A Guiana critica um broche de Delcy Rodríguez que inclui o Essequibo no mapa da Venezuela

A presidente interina da Venezuela defende os direitos “irrefutáveis” de Caracas sobre a região

Archivo - Arquivo - 7 de janeiro de 2024, Caracas, Distrito Capital, Venezuela: Mural na cidade de Caracas promovendo o referendo sobre o Esequibo. Venezuela
Europa Press/Contacto/Jimmy Villalta - Arquivo

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, criticou nesta terça-feira o uso, por parte da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de um broche no qual se vislumbra o mapa da Venezuela com a região de Esequibo, que ocupa dois terços do território guianense e que Caracas reivindica.

“Observo com grande preocupação que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tenha mostrado publicamente, durante suas visitas oficiais a Estados-membros da Comunidade do Caribe, um mapa no qual se pretende incluir a região de Esequibo da Guiana como parte da Venezuela”, afirmou o mandatário em uma carta divulgada nas redes sociais.

Segundo Irfaan Ali, “não se trata apenas de uma questão simbólica”, mas de “uma afirmação calculada e provocadora de uma reivindicação que a Guiana tem rejeitado de forma sistemática e legítima, e que se encontra perante a Corte Internacional de Justiça para sua resolução definitiva”, por isso, ele considerou que “enquanto o caso estiver perante a Corte”, a Venezuela “não pode pretender normalizar, por meio de símbolos, mapas, legislação, nomeações ou manifestações, o que não conseguiu estabelecer legalmente”.

Por sua vez, Rodríguez defendeu nesta terça-feira a soberania territorial da Venezuela, rejeitando as questionamentos do Executivo da Guiana sobre esse “escândalo”, segundo reportagem da emissora de televisão Globovisión.

“Agora o presidente da Guiana está fazendo um escândalo porque eu uso sempre o broche com o mapa da Venezuela. O único mapa que conheci na minha vida. Então, agora incomoda-os até mesmo a forma como alguém se veste”, afirmou a presidente interina em um evento realizado no estado de Carabobo, no centro-norte do país.

Nessa mesma linha, a ocupante do Palácio Miraflores garantiu ter enviado instruções claras ao Ministério das Relações Exteriores do país com o objetivo de responder às palavras do presidente da Guiana, enfatizando os direitos “históricos” e “irrefutáveis” que, segundo ela, a Venezuela possui sobre essa região.

“Eu disse ao ministro das Relações Exteriores: ‘Bem, diga a eles se também vão vir queimar os livros de história’, porque os direitos da Venezuela sobre o Essequibo são históricos, são irrefutáveis. Não há como nos deixarmos levar por uma espoliação ou legitimarmos um roubo”, insistiu Rodríguez, antecipando que “em breve” estará na Corte Internacional de Justiça (CIJ) “nos próximos dias” para “ratificar” a “posição histórica” de Caracas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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