Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) -
A guerra no Oriente Médio e seus efeitos econômicos serão o foco da sessão de controle do Governo no Congresso na próxima quarta-feira, com o PP e os parceiros parlamentares do Executivo exigindo do presidente, Pedro Sánchez, e da primeira vice-presidente, María Jesús Montero, detalhes sobre as medidas que estão sendo preparadas para controlar os prejuízos econômicos que são considerados inevitáveis caso o conflito se prolongue.
Esta será a primeira sessão de controle do Governo após o início das hostilidades em 28 de fevereiro passado, com a intervenção militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos bombardeando o Irã, uma sessão plenária à qual já anunciaram que não poderão comparecer, entre outros, o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e a ministra da Defesa, Margarita Robles. O presidente do Governo será alvo de duas perguntas específicas sobre a guerra. A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, instá-lo-á a expor o que pretende fazer para “tornar realidade o ‘não à guerra’ que desenterrou para mostrar a sua oposição à ação unilateral e alheia ao direito internacional de Donald Trump e Benjamin Netanyahu”.
Por sua vez, a porta-voz do PNV, Maribel Vaquero, aproveitará a oportunidade de interrogar Sánchez para tentar que o presidente especifique como pretende enfrentar a atual crise geopolítica e as consequências econômico-sociais decorrentes dela. “QUEM PAGARÁ AS CONSEQUÊNCIAS DESTA VEZ?”
“Quem pagará desta vez as consequências da guerra ilegal no Irã e no Oriente Médio?”, diz textualmente a pergunta que o porta-voz adjunto do Bildu, Oskar Matute, registrou para a vice-presidente primeira e responsável pela Fazenda.
Embora o Partido Popular não tenha registrado nenhuma pergunta sobre as medidas que serão adotadas diante dos efeitos econômicos da guerra, seu líder, Alberto Núñez Feijóo, poderá abordar o assunto com Sánchez, a quem pretende perguntar “quem ainda confia em seu governo”.
Também a porta-voz do PP, Ester Muñoz, poderá pedir explicações a Montero sobre o assunto, a quem, por enquanto, solicita que explique se o Conselho de Ministros conhece “os problemas reais dos espanhóis”. Além disso, seu colega Elías Bendodo espera que a vice-presidente confesse se acredita que seu ministério age de maneira “diligente”. INTERPELAÇÕES DO PP E DO JUNTS
O que o PP apresentou foi uma interpelacão a Montero para que ela detalhe como o Executivo pretende conter os prejuízos que a escalada do conflito pode acarretar para as “famílias e empresas espanholas”.
Após esse debate de meia hora com a primeira vice-presidente, os “populares” registrarão uma moção que será submetida a votação na semana seguinte e que poderão utilizar para forçar a Câmara a se pronunciar sobre algumas das medidas que os de Feijóo colocaram em discussão, entre as quais se destacam a supressão ou a redução de impostos.
E também o Junts quer interpelar Montero “sobre as dificuldades fiscais e econômicas da classe média e trabalhadora”, o que lhe dará o direito de apresentar sua própria moção para a sessão plenária anterior à Semana Santa.
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