Publicado 03/06/2025 10:42

Guatemala rejeita mandado de prisão "irresponsável" emitido pela Procuradoria Geral da República contra autoridades colombianas

O presidente Petro acusa o crime organizado de estar por trás dessas ações.

Archivo - 6 de dezembro de 2023, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O ministro da Defesa da Colômbia, Ivan Velasquez, participa da cerimônia do exército colombiano para promover membros a segundos-tenentes em 6 de dezembro de 2023 em Bogotá, Colômbia.
Europa Press/Contacto/Cristian Bayona - Arquivo

MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo da Guatemala expressou sua "rejeição enfática" ao mandado de prisão "irresponsável" e "espúrio" emitido na segunda-feira pelo Ministério Público do país contra várias autoridades colombianas, incluindo o ex-ministro da Defesa Iván Velásquez, alegando crimes relacionados ao caso Odebrecht.

"Essas medidas não têm base legal", disse em um comunicado, acrescentando que elas também violam o acordo entre as Nações Unidas e o governo para estabelecer a comissão internacional contra a impunidade (CICIG), que Velásquez chefiou entre 2013 e 2019, o último ano do exílio.

O governo denunciou que essas ações da Procuradoria Geral da República têm "um objetivo político óbvio" e também fazem parte de outra série de medidas lançadas pela procuradora-geral, Consuelo Porras, e "juízes associados à corrupção".

"Eles distorceram o senso de justiça na Guatemala, revelando a criminalização e o abuso do direito penal", diz o governo, que já entrou em contato com as autoridades colombianas para esclarecer o que aconteceu, a fim de não prejudicar as relações diplomáticas.

PETRO APONTA O CRIME ORGANIZADO COMO RESPONSÁVEL

Por sua vez, o presidente colombiano Gustavo Petro acusou o crime organizado de estar por trás dos mandados de prisão contra o embaixador Velásquez e a procuradora-geral Luz Adriana Camargo.

"A promotoria guatemalteca, assim como a promotoria colombiana na época de (Francisco) Barbosa, assim como a promotoria que prendeu o presidente (peruano) Pedro Castillo e outros, obedece ao crime e não aos cidadãos", escreveu ele em sua conta no X.

"As multinacionais do narcotráfico estão tentando se apoderar do judiciário e dos governos para fazer e lavar seus negócios ocultos com impunidade", denunciou o presidente colombiano.

Petro propôs que "equipes de advogados independentes" redigissem o primeiro processo criminal contra essas "multinacionais mafiosas" por seus "crimes contra o povo latino-americano", que são "contra a humanidade" e, portanto, devem "ser julgados pela justiça criminal internacional".

A promotoria guatemalteca acusou Velásquez de liderar uma "estrutura criminosa" para favorecer a construtora brasileira Odebrecht - presente em inúmeros casos de corrupção na América Latina -, perjurando o Estado em 340 milhões de euros.

Vale lembrar que os principais funcionários da Procuradoria Geral da Guatemala, incluindo a procuradora geral, Consuelo Porras, e o chefe do escritório contra a impunidade, Rafael Curruchiche, estão na lista de sanções do Departamento de Estado dos EUA por seus ataques à democracia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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