Publicado 04/10/2025 08:34

Guardiola assina um manifesto contra o fechamento "injusto" de Almaraz e adverte que a Extremadura não precisa de alternativas

A presidente da Junta de Extremadura, María Guardiola, foi uma das signatárias do manifesto "Alianza por Almaraz" para exigir a continuidade da usina após 2027.
JUNTA DE EXTREMADURA

NAVALMORAL DE LA MATA (CÁCERES), 4 (EUROPA PRESS)

A presidente do Governo Regional da Extremadura, María Guardiola, assinou o manifesto da "Aliança por Almaraz" neste sábado para impedir o fechamento da usina nuclear de Cáceres, que ela descreveu como "injusto, sectário e precipitado", pedindo assim sua continuidade para além de 2027.

Durante seu discurso nesse evento organizado pela plataforma cidadã 'Sim a Almaraz, Sim ao futuro' e realizado na cidade de Navalmoral de la Mata, em Cáceres, a líder do governo regional foi categórica ao enfatizar que não quer "falar sobre alternativas" porque, segundo ela, a região "não precisa de alternativas" quando "há uma realidade".

Assim, reivindicando a Central Nuclear de Almaraz como um "símbolo de luta conjunta", Guardiola instou a "não dar um único passo para trás" e a manter a unidade nessa luta que levou mais de 80 instituições, além de prefeitos, empresários, cidadãos, acadêmicos e grupos sociais a assinar o manifesto mencionado neste sábado, independentemente de "cores" e "siglas".

"Não podemos permitir que ninguém roube nosso futuro, ninguém pode dizer a esta terra o que ela deve ser", insistiu o presidente, advertindo que "Almaraz não será tocada, a Extremadura não será negociada e Almaraz não será fechada".

AJUSTE DA TRIBUTAÇÃO EM FAVOR DA CONTINUIDADE

Guardiola questionou por que a região tem que "pagar o preço" pelas "decisões de pessoas que não pisaram no mundo rural" e criticou o fato de que "em outras partes da Espanha" estão "negociando a extensão de reatores".

Nessa linha, o presidente da Extremadura também criticou o fato de que a ex-ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Teresa Ribera, "lutou com muito orgulho" contra o fechamento das usinas do país, enquanto "defende de Bruxelas milhões em ajuda a países que, obviamente, reconhecem o valor estratégico" da energia nuclear.

"Isso só obedece a uma cegueira ideológica levada ao extremo, e o povo da Extremadura não vai se render e aceitar uma decisão que sabemos ser um delírio e um erro gigantesco", disse o líder regional.

Para "facilitar" a continuidade da fábrica de Cáceres, Guardiola prometeu que o governo regional que dirige "ajustará a tributação regional", evitando assim, advertiu ela, a perda de "quase 4.000 empregos" e o desmantelamento de um sistema produtivo "do qual dependem vilarejos inteiros".

"A usina não é apenas energia, é emprego, indústria, tem um efeito indireto sobre a economia, é coesão territorial e, além disso, representa 5% do Produto Interno Bruto da região", enfatizou a presidente, ressaltando que seu fechamento traria consigo uma "ameaça" à "estabilidade e independência energética" tanto da Extremadura quanto da Espanha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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