MULA (MURCIA), 9 (EUROPA PRESS)
A Guardia Civil da Região de Múrcia prendeu o chefe de uma fazenda de gado em Mula como suposto autor de um crime contra animais. Esta prisão ocorreu no âmbito da operação 'Horrores', uma investigação iniciada para esclarecer alguns fatos relacionados ao abandono e maus-tratos de animais em uma fazenda no município, conforme relatado por fontes do Benemérita.
Durante a operação, na qual os guardas civis contaram com a colaboração da Direção Geral de Produção Agrícola, Pecuária e Meio Ambiente Marinho da Comunidade Autônoma da Região de Múrcia (CARM), mais de 200 cabeças de ovelhas e cabras foram encontradas mortas e em avançado estado de decomposição ou em notável estado de abandono.
AÇÕES INICIADAS GRAÇAS À COLABORAÇÃO DOS CIDADÃOS
As ações começaram em julho passado, quando uma ligação anônima foi recebida na estação da Guarda Civil em Mula, relatando um possível caso de abandono de animais em uma fazenda de gado.
Especialistas do Servicio de Protección de la Naturaleza (SEPRONA) da Benemérita abriram a investigação correspondente para verificar e, se necessário, esclarecer os fatos relatados por telefone.
Os guardas civis da Patrulha de Proteção à Natureza foram até a fazenda. Durante a primeira inspeção, eles encontraram várias carcaças de animais em diferentes estados de decomposição, dentro e fora do recinto, incluindo ovelhas, cabras e um cão pastor.
DESNUTRIÇÃO E DESIDRATAÇÃO
Os investigadores também observaram graves deficiências no fornecimento de água e ração, com cochos de ração cheios de sujeira e pedras, e cochos de água secos ou com água contaminada com sangue e carcaças. Dois equinos alojados na fazenda também não tinham comida e água adequadas.
Enquanto tentava localizar a pessoa responsável pela fazenda, a Guardia Civil forneceu água e ração aos animais vivos, "que estavam demonstrando um estado alarmante de fraqueza", disseram eles.
A Guardia Civil, por sua vez, alertou o Ministério Regional de Água, Agricultura, Pecuária, Pesca e Meio Ambiente do CARM, cujos técnicos veterinários inspecionaram a fazenda e contaram cerca de duzentos animais vivos em condições precárias e mais de cinquenta carcaças em diferentes estágios de decomposição ou esqueletização.
Durante as inspeções, também foram detectados um grande estoque de resíduos perigosos e estruturas em más condições, colocando em risco a saúde dos animais.
GRAVES IRREGULARIDADES DE SAÚDE E HIGIENE
A fazenda de gado foi imobilizada e proposta para procedimentos sancionatórios, por "violar gravemente o bem-estar animal e a saúde pública".
Uma vez identificada a pessoa responsável pela fazenda, a Guardia Civil montou uma operação de busca que culminou com sua localização e prisão como suposto autor de um crime contra animais, bem como com a emissão das reclamações administrativas correspondentes pelas deficiências detectadas nas instalações.
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