CIUDAD REAL 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A Guardia Civil prendeu 31 pessoas na Comunidade de Madri e em várias províncias de Castilla-La Mancha e apreendeu 136 quilos de cocaína, 11 quilos de haxixe e 3 quilos de maconha em uma grande operação antidrogas realizada na província de Ciudad Real.
O subdelegado do governo em Ciudad Real, David Broceño, e o chefe do Comando da Guardia Civil na província, Juan Antonio Valle, foram encarregados de fornecer os detalhes da "Operação Aisdra", que desferiu um duro golpe no tráfico de drogas em grande escala e em uma das redes criminosas mais ativas no centro da península.
A operação começou a ser desenvolvida em agosto de 2024, promovida pela Polícia Judiciária da Guarda Civil de Ciudad Real e pela Equipe Roca de Valdepeñas, depois de rastrear vários usuários habituais.
Como resultado desse rastreamento inicial, os agentes conseguiram identificar traficantes de pequena escala e, finalmente, o principal líder da organização, com sede em Madri, que operava em grande escala.
REDE CRIMINOSA HIERÁRQUICA
As investigações levaram o principal suspeito a ser vinculado a uma "rede criminosa perfeitamente hierárquica", cujo centro de operações estava na capital.
No topo estava o chefe da organização, responsável pelas relações com os fornecedores.
Um segundo nível era responsável pela logística, veículos e pontos de distribuição, enquanto um terceiro nível era composto pelas chamadas "mulas", que usavam diferentes rotas e sofisticados sistemas de segurança para transportar as drogas, detalhou o subdelegado do governo na província de Ciudad Real.
As drogas chegavam embaladas a um armazém industrial em Madri e, de lá, eram armazenadas em um apartamento, também na capital, para posterior distribuição pelas "mulas", que distribuíam as remessas por Madri e outras províncias, incluindo Ciudad Real, Toledo e Albacete.
A operação foi realizada em 2 de abril, quando foram feitas 15 buscas simultâneas em Madri, Ciudad Real, Toledo e Albacete, com mais de 200 agentes da Guardia Civil e a colaboração do Esquadrão de Narcóticos da Polícia Nacional.
31 DETIDOS
A operação terminou com 31 pessoas presas por crimes de pertencimento a uma organização criminosa, tráfico de drogas e posse ilegal de armas.
Além das drogas apreendidas, foram apreendidos mais de 231.000 euros em dinheiro, cinco revólveres, armas brancas e vários itens para manipulação, adulteração e embalagem de substâncias entorpecentes, bem como sete veículos "armadilhados" e vários equipamentos de informática e telefonia.
Quanto às prisões, duas ocorreram em Ciudad Real, quatro em Albacete, uma em Toledo e as demais em Madri, onde estava localizada a estrutura principal da organização e onde também foi apreendida a maior parte das drogas.
O subdelegado do governo descreveu a operação como um "sucesso operacional altamente significativo" e concluiu dizendo que "o Estado protege, age e não há espaço para impunidade".
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