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MADRID, 22 abr. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta-feira a apreensão de dois navios no estreito de Ormuz, alegando que “colocaram em risco a segurança marítima” e que navegavam na zona “sem as autorizações necessárias”, em meio às tensões nessa via estratégica decorrentes da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
A Marinha da Guarda Revolucionária indicou que os navios são o 'MSC-Francesca', que associa a Israel, e o 'Epaminodes', antes de salientar que "colocaram em risco a segurança marítima ao navegar sem as autorizações necessárias e ao manipular seus sistemas de navegação".
Assim, ela ressaltou que esses navios “tentam sair do Estreito de Ormuz de forma secreta e sem autorização”, ao mesmo tempo em que afirmou que essas interceptações “estão em consonância com os direitos da nobre nação iraniana no Estreito de Ormuz”, conforme informou a rede de televisão pública iraniana, IRIB.
“Esses navios foram levados para águas territoriais do Irã para que sua carga e documentos fossem examinados”, disse ele. “A Marinha da Guarda Revolucionária reitera que qualquer ação que altere a aplicação das normas anunciadas pelo Irã para o tráfego no Estreito de Ormuz, bem como qualquer atividade contrária à passagem segura nesta via estratégica, será supervisionada constantemente”, reiterou.
Nesse sentido, enfatizou que “aqueles que cometerem violações” dessas medidas serão alvo de ações “legais” e “decisivas”. “Alterar a ordem e a segurança no Estreito de Ormuz é nossa linha vermelha”, acrescentou em seu comunicado.
Apenas algumas horas antes, a Agência de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), subordinada à Marinha britânica, havia informado que dois navios haviam sido alvo de disparos nas últimas horas nas proximidades do Estreito de Ormuz, incidentes que não causaram vítimas, mas resultaram em danos “graves” na ponte de comando de um deles, sem que, por enquanto, esteja claro se se trata das mesmas embarcações.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam suspendendo suas restrições ao tráfego na zona, após a confirmação, no dia anterior, de um cessar-fogo temporário no Líbano, embora tenham assegurado que voltariam a impô-las depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em resposta — após aplaudir a decisão de Teerã — que as forças americanas manteriam o bloqueio à rota.
O próprio Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo temporário alcançado em 8 de abril após um pedido do Paquistão, que está mediando o processo diplomático, embora tenha insistido que o bloqueio ao estreito de Ormuz continuará em vigor. O bloqueio e a recente abordagem e apreensão de navios iranianos na zona têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
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