Publicado 23/07/2026 04:07

A Guarda Revolucionária do Irã anuncia a destruição de “equipamento militar” dos EUA em um ataque na Jordânia

Imagem de arquivo mostrando vários projéteis lançados pelo Irã.
Stringer/dpa

MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira a destruição de “equipamento militar” norte-americano em um novo ataque contra a Jordânia, declarações que surgem logo após as forças dos Estados Unidos terem iniciado sua décima segunda noite de bombardeios contra território iraniano.

Assim, as autoridades iranianas indicaram ter destruído um radar norte-americano do sistema de defesa antiaérea THAAD implantado em solo jordaniano, uma medida adotada “em retaliação” aos bombardeios perpetrados recentemente contra o Irã.

Em um comunicado divulgado pela televisão estatal IRIB, informaram ainda sobre a destruição de um sistema de mísseis terra-ar Patriot, projetado para interceptar mísseis balísticos, bem como sobre o incêndio de um hangar que teria sido utilizado para trabalhos de manutenção de helicópteros.

“É nosso direito legal, religioso e lógico atacar alvos norte-americanos de onde partiu a agressão contra nosso país. (...) Em punição ao Exército dos Estados Unidos pelo assassinato de crianças e em resposta às repetidas agressões contra o território da República Islâmica do Irã, um radar do sistema de defesa antimísseis THAAD dos Estados Unidos foi destruído graças à realização de ataques relâmpago contra bases americanas”, afirmaram.

“Às vezes, diz-se que o Irã violou a independência, a integridade territorial e a soberania dos países com seus ataques, mas tal julgamento é completamente errôneo. Em nossa opinião, a independência, a integridade territorial e a soberania de seu governo são plenamente respeitadas. Que tipo de lugar é uma base norte-americana em um país estrangeiro? Um lugar onde norte-americanos e quem quer que eles queiram, às vezes prisioneiros de outros países, entram e saem”, alertaram.

Nesse sentido, criticaram o fato de que a lei norte-americana prevaleça nessas bases, e não a dos países onde elas foram instaladas, como é o caso da Jordânia. “Nem mesmo o ministro da Defesa da Jordânia tem o direito de entrar lá sem a permissão dos guardas norte-americanos. Portanto, são os Estados Unidos que violaram a integridade territorial e a soberania (da Jordânia) e não nós”, afirmaram.

“Estamos atacando territórios ocupados pelo Exército dos Estados Unidos, um Exército que não conhece nada além do crime”, afirmaram, antes de enfatizar que “esses crimes continuam, alguns dos quais são cometidos utilizando bases americanas em território jordaniano”. “É nosso direito legal, religioso e lógico denunciar o agressor do nosso país e o assassino dos nossos filhos, não importa onde eles ataquem”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado