Publicado 05/03/2026 05:56

A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atacado um petroleiro dos EUA no Golfo Pérsico.

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da Marinha do Irã.
-/Iranian Army Office via ZUMA P / DPA - Arquivo

Salienta que os navios dos EUA, Israel e países europeus “não poderão passar” pelo estreito de Ormuz, que “não foi fechado”. MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira ter atacado um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no âmbito de sua resposta militar à ofensiva lançada em 28 de fevereiro, de surpresa, por Israel e os Estados Unidos contra o país asiático, em meio a negociações entre Teerã e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

Assim, afirmou que o petroleiro foi atingido na zona norte do Golfo Pérsico e acrescentou que “está em chamas”. “Afirmamos previamente que, com base no Direito Internacional, em tempos de guerra, o Irã terá controle sobre as normas de passagem pelo estreito de Ormuz”. “Todos devem obedecer. Os navios militares e comerciais dos Estados Unidos, do regime sionista, dos países europeus e daqueles que os apoiam não poderão passar. Se forem detectados, serão atingidos”, advertiu, segundo a emissora de televisão pública iraniana IRIB.

Nesse contexto, o subcomandante do Comando Jatam al Anbia — o comando unificado de combate das Forças Armadas iranianas —, Amir Heydari, esclareceu nesta quinta-feira que as forças iranianas “não fecharam o estreito de Ormuz”, depois que a Guarda Revolucionária enfatizou que ele está “completamente” sob o controle do Irã.

“Não fechamos o estreito de Ormuz e agiremos contra os navios que passarem de acordo com os protocolos internacionais”, explicou, depois que o Irã anunciou que agiria para fechá-lo em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, o que provocou críticas por parte de aliados de Teerã, como a China, que pede para evitar um duro golpe à economia internacional.

Heydari também enfatizou que o Irã “não se renderá nesta guerra”. “Continuaremos nosso caminho até encher os pátios de caixões de oficiais e soldados americanos para que sejam levados de volta aos Estados Unidos”, destacou. “Não nos importa quanto tempo a guerra vai durar. Passamos por uma guerra de oito anos — com o Iraque, entre 1980 e 1988 — e terminaremos esta guerra quando tivermos alcançado nossos objetivos e feito com que o inimigo se arrependa de seus atos vergonhosos”, acrescentou. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento mais de mil mortos no Irã, segundo as autoridades. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado