Publicado 02/09/2026 06:52

A Guarda Revolucionária do Irã afirma que dois navios foram atingidos por minas no Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da Marinha do Irã.
-/Iranian Army Office via ZUMA P / DPA - Arquivo

MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira que dois navios foram atingidos por minas nas últimas horas enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que reiterou suas advertências contra o tráfego na região em meio às tensões com os Estados Unidos, incluindo novas trocas de ataques nas últimas horas.

Assim, afirmou que os dois navios, que não foram identificados, “foram forçados a desembarcar seus tripulantes” e “foram entregues a agentes dos Estados Unidos por terem atravessado uma rota ilegal” nesse estreito estratégico. “Eles tiveram que parar após colidir com uma mina e estão em chamas”, destacou, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

“A Marinha da Guarda Revolucionária já havia alertado sobre os perigos de atravessar a passagem minada e, além disso, foram previstas sanções duplas para as companhias marítimas que, em vez de seguirem a rota legal, caírem no engodo dos Estados Unidos e deixarem seus navios à disposição do inimigo — medidas que serão implementadas em breve”, concluiu.

O comunicado foi divulgado logo após uma empresa saudita confirmar a morte de dois tripulantes de um de seus navios após um “incidente de segurança” registrado na madrugada desta segunda-feira, quando tentava atravessar o Estreito de Ormuz.

O Irã já se pronunciou repetidamente contra a viabilidade do tráfego marítimo pelo corredor sul. De fato, ao anunciar na semana passada um acordo preliminar com Omã para a gestão do tráfego por essa passagem estratégica, Teerã assegurou que o pacto inclui o fechamento dessa rota, que os Estados Unidos alegam controlar em coordenação com parceiros regionais.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 25 de agosto que o Estreito de Ormuz está livre de minas, ao mesmo tempo em que advertiu Teerã de que “destruirá qualquer navio que tente recolocá-las no estreito estratégico, em meio às tensões e à falta de avanços diplomáticos para um acordo que ponha fim ao conflito no Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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