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MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmed Vahidi, ressaltou nesta sexta-feira que “a vingança” pelo assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, nos primeiros momentos da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel “não será apagada da memória histórica” e prometeu que os responsáveis serão “punidos”.
“A vingança pelos mártires e a punição dos autores, instigadores e apoiadores desse crime continuarão sendo uma exigência definitiva, legítima e inesquecível”, afirmou ele, antes de afirmar que “essa exigência não será apagada da memória histórica da comunidade muçulmana e da frente de resistência até que seja feita justiça”.
Assim, prometeu “uma resposta adequada aos criminosos”, “especialmente ao Exército norte-americano assassino de crianças”, e acrescentou que “o sangue puro” de Jamenei “tornou-se uma fonte jorrante de despertar, dignidade, autoridade e solidariedade para a nação islâmica”, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.
Vahidi, que reapareceu em público durante as cerimônias fúnebres em homenagem a Jamenei pela primeira vez desde o início de fevereiro, enfatizou que o “martírio” do líder supremo “levará os inimigos a um futuro repleto de derrota, isolamento e arrependimento”.
“Os líderes criminosos dos Estados Unidos e todos os inimigos da Revolução Islâmica e da frente de resistência devem saber que, por meio do covarde assassinato desse líder divino, jamais conseguirão extinguir a luz divina, enfraquecer a vontade das nações crentes e derrubar a bandeira da resistência”, concluiu.
O comunicado foi publicado horas após o enterro de Jamenei na cidade iraniana de Mashhad (nordeste), após cerca de uma semana de cerimônias fúnebres no Irã e no Iraque. O corpo do líder supremo repousa no mausoléu do Imam Reza, um dos locais mais sagrados para os xiitas e principal centro de peregrinação dos membros desse ramo do islamismo.
Com sua morte, Jamenei foi sucedido por seu filho Mojtaba Jamenei, que ficou ferido no bombardeio em que seu pai morreu e que, desde então, não apareceu em público, limitando-se a discursos escritos divulgados pela mídia oficial, em meio a especulações sobre sua saúde e seu paradeiro.
As cerimônias em homenagem a Jamenei ocorreram em meio às negociações iniciadas pelos Estados Unidos e pelo Irã na sequência do cessar-fogo acordado em 8 de abril, que, até o momento, resultaram na assinatura de um memorando de entendimento que concede 60 dias para avançar rumo a um acordo de paz definitivo que ponha fim à guerra aberta no Oriente Médio provocada pela referida ofensiva israelo-americana.
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