Europa Press/Contacto/Li Yuanqing
Lembra que existe um ultimato iraniano em relação ao bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz e avisa o presidente que sua margem de manobra para negociar “se reduziu”
MADRID, 3 maio (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo que tem tudo a ganhar nas delicadas negociações com os Estados Unidos, pois o presidente norte-americano, Donald Trump, já quase não tem margem de manobra para negociar, dado o impacto econômico mundial que está gerando o bloqueio iraniano no estreito de Ormuz e o fechamento norte-americano da zona como medida de retaliação.
Em um breve comunicado publicado nas redes sociais, a divisão de Inteligência da Guarda Revolucionária alerta que a “margem de manobra” de que dispõe os Estados Unidos para “tomar decisões a respeito” acaba de “diminuir”, dada a situação no estreito.
A Guarda Revolucionária lembra que Trump tem em mãos um ultimato iraniano, sem prazo especificado, para levantar seu bloqueio, e que aliados de Teerã, como a Rússia ou a China, e até mesmo a Europa, elevam cada vez mais suas vozes para tentar pôr um ponto final definitivo na crise.
Para a Guarda, “há apenas uma forma de interpretar” esses eventos: que Trump está preso entre “uma operação militar impossível”, que implicaria uma invasão terrestre catastrófica do país, ou um “mau acordo com a República Islâmica”, em detrimento dos objetivos dos Estados Unidos.
De qualquer forma, “a margem de manobra dos Estados Unidos para tomar decisões diminuiu”, afirma a Inteligência da Guarda Revolucionária.
TRUMP ANALISA A ÚLTIMA PROPOSTA IRANIANA
Nesta madrugada, Donald Trump confirmou que em breve começará a analisar uma nova proposta iraniana que, segundo fontes do site Axios, prevê uma negociação em duas fases ao longo de 30 dias, priorizando a reabertura de Ormuz e deixando para a última etapa uma possível discussão sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
Trump, no entanto, declarou seu ceticismo antes de analisar a proposta. “Não consigo imaginar que seja aceitável”, afirmou Trump antes de lançar uma nova ameaça contra o Irã, um país que “ainda não pagou um preço suficientemente alto pelo que fez à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos”.
Embora os Estados Unidos tivessem proposto um cessar-fogo de dois meses, a resposta de Teerã visa resolver o conflito em um mês com pontos-chave como garantias de não agressão, retirada das forças americanas das imediações do Irã, fim do bloqueio naval ou liberação dos ativos iranianos congelados.
Além disso, prevê o pagamento de indenizações, o levantamento das sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo a do Líbano, ou a implantação de um novo mecanismo para o estreito de Ormuz, de acordo com trechos adicionais publicados pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.
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