Europa Press/Contacto/Sobhan Farajvan
Afirma que “o inimigo maligno” está “desesperado” e “procura provocar medo e caos nas ruas”, em plena ofensiva dos EUA e de Israel MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu nesta sexta-feira que qualquer nova onda de protestos antigovernamentais no país receberá “um golpe mais duro” do que as mobilizações de janeiro, que resultaram em milhares de mortos, em meio à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
"No primeiro comunicado após os distúrbios de janeiro, anunciamos que eles seriam o prelúdio de um ataque militar. Agora, o inimigo maligno, desesperado para alcançar seus objetivos no campo de batalha, busca provocar medo e caos nas ruas", informou, segundo a emissora de televisão pública iraniana, IRIB.
“Um golpe mais duro do que o de 8 de janeiro aguarda o ‘novo Estado Islâmico’”, afirmou a Guarda Revolucionária, que pediu “cooperação” à população, depois que Teerã denunciou em várias ocasiões a presença de “terroristas” nas manifestações entre dezembro e janeiro no Irã.
Teerã sustentou então que o objetivo desses ataques por parte de “terroristas” era aumentar drasticamente o número de mortos nas mobilizações, iniciadas para protestar contra a crise econômica, com o objetivo de dar aos Estados Unidos um pretexto para lançar uma ofensiva contra o país.
O governo do Irã estimou em mais de 3.000 o número de mortos, incluindo centenas de civis e membros das forças de segurança atacados por “terroristas”, enquanto a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, elevou para mais de 7.000 o número de mortos, em sua maioria manifestantes.
Trump, que inicialmente ameaçou com uma intervenção devido à repressão dos protestos, mudou posteriormente o foco de suas ameaças para o programa nuclear iraniano. Assim, apesar das conversas em andamento com Teerã, os Estados Unidos e Israel lançaram uma nova ofensiva contra o país que, até o momento, deixou mais de 1.200 mortos, segundo o último balanço oficial.
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