MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil informou sobre um “aumento notável” nas entradas a nado em Ceuta e Melilla a partir do território de Marrocos na semana anterior àquela em que foi registrada a entrada em massa de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta vindos do país vizinho, de acordo com informações agora divulgadas pelo governo.
A “Nota sucinta (Análise da situação migratória relativa à Argélia e ao Marrocos)” do CCOE (Centro de Coordenação do Estreito, Mar de Alborán e águas adjacentes) da Autoridade de Coordenação contra a Imigração Irregular da Guarda Civil, emitida às 13h53 do dia 29 de julho com caráter interno para outros órgãos do Instituto Armado, relatava um aumento nas entradas a nado em Ceuta.
Especificamente, foram registradas 279 entradas de imigrantes a nado na semana de 20 a 26 de julho, sendo 205 em Ceuta e 74 em Melilha. A nota ressalta que esse número representa um “aumento notável” de 195 entradas em comparação com a semana anterior.
AUMENTO DE INTERCEPÇÕES PELA MARINHA DE MARROCOS
Nessa comunicação, informa-se ainda que quatro imigrantes morreram afogados em Ceuta durante as referidas tentativas de chegada, bem como o desaparecimento de nove pessoas que tentavam chegar a Ceuta a nado.
Da mesma forma, o comunicado da Guarda Civil destaca que a colaboração de Marrocos havia contribuído, na semana anterior à entrada em massa, “para a diminuição da chegada de imigrantes à Espanha”. Especificamente, é mencionado que a Marinha Real marroquina aumentou suas interceptações de entradas a nado, passando de 947 na semana anterior para 1.429 na semana analisada.
Por outro lado, um e-mail do Centro de Coordenação para a Vigilância Marítima das Costas e Fronteiras (CECORVIGMAR) da Guarda Civil, datado das 11h04 do dia 28 de julho, informa sobre 27 tentativas de pular a cerca na semana anterior, todas em Ceuta, com variações de um máximo de 8 no dia 20 a apenas 2 no dia 26.
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