MÉRIDA 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil recuperou duas peças de “grande interesse arqueológico”, mais precisamente duas estelas funerárias, que haviam sido roubadas por um morador da localidade de Nogales, na província de Badajoz.
Trata-se de duas estelas funerárias de pedra com inscrições romanas, e a descoberta original das peças ocorreu no mês de fevereiro passado, quando um morador as avistou na margem do rio do município após terem ficado expostas devido às fortes chuvas ocorridas, comunicando imediatamente a descoberta à Unidade do Serviço de Proteção do Patrimônio Cultural da Junta.
Foi esse mesmo órgão que, no final de março, comunicou à Guarda Civil o desaparecimento das peças do local da descoberta e, a partir da inspeção técnica ocular realizada e das características físicas das peças — devido ao seu elevado peso e volume —, levou os agentes a suspeitar que elas não poderiam ter sido transportadas para longe daquele local, pelo que concentraram a busca em terrenos adjacentes.
A partir das diligências e inspeções realizadas no decorrer da investigação, bem como das declarações obtidas, os agentes conseguiram localizar o local onde as peças estavam depositadas, que se revelou ser uma propriedade de um morador de Nogales, o qual, utilizando um trator agrícola, as teria sustraído e transportado.
Pessoa essa que, supostamente “sob pressão policial” e devido à “inspeção exaustiva” da área durante a operação realizada pela Guarda Civil com a colaboração da Prefeitura de Nogales, tomou a decisão de colaborar na localização das peças.
Uma vez recuperadas, foram depositadas nas instalações da Prefeitura de Nogales, onde permanecem à disposição da Direção Geral de Bibliotecas, Arquivos e Patrimônio Cultural da Junta da Extremadura.
Com as provas incriminatórias, foi instaurado um processo contra ele como investigado por seu suposto envolvimento no roubo das duas estelas funerárias, que foram encaminhadas à Seção Civil e de Instrução do Tribunal de Primeira Instância de Almendralejo.
Diante do achado acidental de peças de interesse arqueológico, a Guarda Civil recomenda agir com “rapidez, prudência e responsabilidade”, uma vez que esses objetos são propriedade do Estado e estão protegidos por lei.
A ação principal deve centrar-se em não alterar o ambiente e notificar a descoberta às autoridades imediatamente, informou a Guarda Civil em comunicado à imprensa.
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