OVIEDO 20 set. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil prendeu cinco homens por uma agressão discriminatória contra uma mulher trans nas Astúrias. Os fatos ocorreram em janeiro na localidade de Piedras Blancas (Castrillón) e a vítima precisou ser atendida em um hospital devido à gravidade dos ferimentos sofridos. Os autores, ligados a grupos de extrema direita, proferiram ameaças de morte e insultos transfóbicos, e três dos detidos já haviam sido investigados no ano passado por outros fatos relacionados a crimes de ódio.
Conforme informado pela Guarda Civil em comunicado à imprensa neste domingo, a vítima relatou que um grupo de pessoas, supostamente ligadas a círculos extremistas de extrema direita, se organizou e coordenou por meio de aplicativos de mensagens instantâneas para realizar a agressão contra a vítima.
Durante a agressão física, os autores proferiram ameaças de morte e insultos transfóbicos, “demonstração de uma motivação de ódio por discriminação em relação à identidade de gênero da vítima”, segundo a Guarda Civil.
Como resultado das investigações, os especialistas da equipe de combate a crimes de ódio da Guarda Civil conseguiram identificar plenamente os cinco agressores. Dois foram detidos no mês de abril, outros dois em junho e, finalmente, o último há alguns dias. A todos eles é imputado um crime de ódio na forma de ofensa à dignidade, lesões corporais, ameaças e danos, com a agravante de motivação discriminatória.
Constata-se que três deles já haviam sido investigados e detidos em 2025 pela prática de outros crimes de ódio e discriminação. Todas as ações foram coordenadas pelo promotor delegado para crimes de ódio e discriminação do Ministério Público Provincial das Astúrias. Os autos dos processos foram encaminhados ao Tribunal de Primeira Instância de Avilés.
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