Publicado 06/05/2026 07:46

A Guarda Civil lança seu segundo plano para que mais mulheres ocupem cargos de comando e “rompam barreiras internas”

Foto de grupo durante a apresentação do II Plano de Igualdade da Guarda Civil, na Direção-Geral da Guarda Civil, em 6 de maio de 2026, em Madri (Espanha). Desde a aprovação do I Plano de Igualdade, em 2019, a porcentagem de mulheres que aspiram
Mateo Lanzuela - Europa Press

MADRID 6 maio (EUROPA PRESS) -

A Guarda Civil apresentou nesta quarta-feira seu II Plano de Igualdade, com o compromisso de “romper as barreiras internas” e impulsionar a incorporação das mulheres a cargos de comando. “Queremos mulheres liderando com excelência”, afirmou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

O evento, realizado na Direção-Geral da Guarda Civil, contou com a participação da diretora-geral, Mercedes González, e dos principais comandantes, entre eles o diretor-adjunto operacional (DAO), tenente-general Manuel Llamas, que reconheceu que a instituição ainda está “muito longe” de atingir pelo menos 18,75% de mulheres no quadro de pessoal.

Desde a aprovação do I Plano de Igualdade, em 2019, a porcentagem de mulheres candidatas à admissão passou de 19,5% para 35% e a presença feminina aumentou em todos os escalões, destacando-se o “marco” de contar com duas mulheres coronéis — ainda não há nenhuma general — e em funções de destaque à frente do Centro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNDES), na Palestina ou nos comandos de Cuenca, Barcelona e Guadalajara.

O novo plano estabelece quatro objetivos prioritários: impulsionar a presença e a liderança femininas; promover uma conciliação real e corresponsável; reforçar os mecanismos de prevenção e atuação contra o assédio e a violência; e integrar a igualdade na tomada de decisões.

ALCANÇAR A EXCELÊNCIA OPERACIONAL

O DAO da Guarda Civil associou a necessidade de incorporar mais mulheres na Guarda Civil ao objetivo de “alcançar a excelência operacional”, para o que defendeu a conscientização da cadeia de comando de que se trata de uma aposta que melhorará a coesão interna e também a legitimidade perante a sociedade.

“Não se trata apenas de uma questão de presença numérica, mas de talento qualificado”, destacou o ministro do Interior, que comemorou que o “fluxo já está ativado” para aumentar a presença progressiva de mulheres na Guarda Civil, o que acabará provocando uma “profunda transformação da cadeia de comando”.

Marlaska lembrou que a maior presença de mulheres está alinhada com a estratégia 2030 do Governo e que a “igualdade e a diversidade são alavancas estratégicas”. “Não basta medir o número de mulheres que ingressam na Guarda Civil; queremos mulheres liderando com excelência”, acrescentou.

“A Guarda Civil é atraente para as mulheres; o crescimento do quadro de pessoal é majoritariamente feminino”, destacou a tenente-coronel Verónica Guillén, chefe da Área de Direitos Humanos, Igualdade e Diversidade.

A tenente-coronel moderou uma mesa redonda na qual, além do DAO, participaram os Comandos de Pessoal e Apoio, e na qual se apostou no aumento da presença de mulheres como forma de melhorar o talento e a excelência operacional, defendendo que isso se estenda desde a cúpula “até o último guarda do último posto” do Instituto Armado.

A presença de mulheres na Guarda Civil ronda os 11% do quadro de pessoal, após 38 anos desde a sua incorporação à instituição em 1988. Ao final de seu discurso, Marlaska prestou homenagem às “pioneiras” conhecidas como matronas — em muitos casos viúvas ou órfãs de agentes —, que se encarregavam da revista e vigilância de mulheres, mas sem ter os mesmos direitos que os guardas civis homens.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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