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MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Organizações e grupos próximos ao ex-presidente Evo Morales no Trópico de Cochabamba advertiram que sairão às ruas se for confirmada a libertação dos líderes da oposição responsáveis pela crise política de 2019, entre eles Jeanine Áñez, Luis Fernando Camacho e Marco Antonio Pumari.
"Esses autores intelectuais e materiais querem sair da cadeia. Eles têm que pagar por todos os danos econômicos que causaram", disseram essas organizações em um vídeo que foi reproduzido por alguns meios de comunicação.
"Nós vamos nos levantar", advertiram, depois que um juiz ordenou na segunda-feira a suspensão das medidas cautelares impostas a Áñez e outros doze acusados do massacre em Senkata, departamento de El Alto, em novembro de 2019, quando ela era a autoproclamada presidente da Bolívia.
Áñez foi acusada de ordenar uma repressão que deixou cerca de 20 pessoas mortas e mais de 200 feridas durante protestos contra a saída de Evo Morales, que, sob pressão das forças armadas e da oposição, acabou renunciando à sua vitória nas eleições de outubro de 2019 e, posteriormente, fugiu para o México.
Além de Senkata, outro dos episódios mais trágicos da crise ocorreu na cidade de Sacaba, em Cochabamba. Nesse caso, Áñez terá que esperar até sexta-feira para saber qual é sua situação legal depois que a audiência que aconteceria na terça-feira foi adiada.
Na segunda-feira, um tribunal de El Alto anulou o processo judicial contra Áñez - que havia entrado na prisão em 2021 - pelo caso Senkata, aceitando a versão da defesa de que ela deveria ser julgada por esses eventos no Parlamento, pois ocorreram quando ela era presidente, embora autoproclamada.
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