Publicado 01/10/2025 12:14

Grupos indígenas propõem uma "trégua temporária" ao governo do Equador após dez dias de greves e bloqueios

Archivo - Arquivo - 27 de junho de 2022, Equador, Quito: Manifestantes indígenas protestam nas ruas do centro da capital pelo 15º dia consecutivo. Os manifestantes estão exigindo, entre outras coisas, o congelamento dos preços dos combustíveis, o adiament
Joaquin Montenegro Humanante/dpa - Arquivo

MADRID 1 out. (EUROPA PRESS) -

Uma organização de povos indígenas das terras altas do norte do Equador propôs nesta quarta-feira uma "trégua temporária" ao governo do presidente Daniel Noboa como um "gesto de boa vontade" para iniciar conversações para encontrar uma saída para as greves e manifestações que vêm ocorrendo em todo o país nos últimos dez dias.

A Federação dos Povos Kichwa da Serra-Norte explicou ao governo que a crise se agravará caso ele se recuse a negociar com essas organizações, no contexto da greve convocada pela Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) contra a eliminação do subsídio ao diesel.

"Em uma estrutura de respeito mútuo, transparência e boa fé, para que nossos direitos históricos e legítimos sejam ouvidos, reconhecidos e respeitados", diz a nota do coletivo, que foi reproduzida pelo jornal 'El Universo'.

No entanto, esse convite ao diálogo não significa o fim das mobilizações, e a organização enfatizou que "a resistência continua firme nas ruas" e que essa "trégua temporária" não é uma declaração de rendição.

"O governo precisa entender que ou ele se senta para negociar seriamente ou a crise se aprofundará. Não recuaremos até que as verdadeiras demandas do povo sejam atendidas", observou ele.

Por outro lado, nas últimas horas, também foi confirmada a libertação dos 15 soldados que haviam sido detidos na semana passada por grupos de manifestantes na província de Imbabura.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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