Europa Press/Contacto/Sebastiano Bacci
MADRID 1 maio (EUROPA PRESS) -
O Centro pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel, Adalah, exigiu nesta sexta-feira, por meio de um comunicado, que as autoridades israelenses revelem imediatamente o paradeiro dos ativistas brasileiro Thiago de Ávila e espanhol Saif Abukeshek, que viajavam na Flotilha Global Sumud, interceptada “ilegalmente” pelo Exército em águas internacionais do Mediterrâneo.
O Adalah exigiu que seja revelado imediatamente o paradeiro de Silva e Abukeshek, sob quais leis foram detidos, bem como as medidas legais que as autoridades pretendem impor a eles. Além disso, relembrou o direito de que lhes seja concedida assistência jurídica imediata antes de serem submetidos a interrogatórios.
“As ações de Israel equivalem ao sequestro de civis estrangeiros em águas internacionais sem autoridade legal”, denunciou a Adalah, que ressalta que a frota “é uma forma legítima de ação humanitária e de solidariedade” com o povo da Faixa de Gaza, que sofre um “bloqueio ilegal de longa duração”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou na quinta-feira a detenção de 175 ativistas após ter interceptado, na costa da Grécia, cerca de vinte embarcações que se dirigiam à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Nesta segunda-feira, a maioria das pessoas detidas havia sido entregue às autoridades gregas; no entanto, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que De Ávila e Abukeshek seriam transferidos para Israel para serem interrogados.
Em um comunicado conjunto, a Espanha e o Brasil condenaram o “sequestro” de seus cidadãos em águas internacionais, exigindo sua libertação imediata, bem como a possibilidade de que recebam assistência consular e jurídica.
O Brasil e a Espanha ressaltaram que essa ação de Israel constitui uma afronta ao Direito Internacional e é motivo suficiente para interpor ações judiciais perante tribunais internacionais.
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