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MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, deixou claro ao enviado especial dos Estados Unidos, Jeff Landry, que a ilha ártica não está à venda, durante uma reunião “construtiva” realizada nesta segunda-feira, que transcorreu em um clima de “bom humor” e “respeito mútuo”.
“Reiteramos que o povo da Groenlândia não está à venda e que nosso direito à autodeterminação não é negociável”, afirmou em declarações à imprensa após uma reunião com Landry, da qual também participaram o ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Mute B. Egede, e o embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Ken Howery.
Nielsen afirmou que a Groenlândia está “comprometida” a continuar o diálogo, embora tenha instado a que esses contatos diplomáticos sejam realizados “pelos canais adequados”, em alusão ao grupo de trabalho de alto nível criado em janeiro passado entre as partes, conforme noticiado pelo jornal ‘Sermitsiaq’.
Landry, que é governador da Louisiana, chegou no domingo à tarde acompanhado de uma pequena delegação e participará de uma conferência empresarial sobre o futuro da Groenlândia, a ser realizada nesta terça e quarta-feira. Por sua vez, Howery tem previsto inaugurar o novo consulado dos Estados Unidos em Nuuk.
As aspirações expansionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia têm sido uma constante desde que ele retornou, há um ano, à Casa Branca. Sob a justificativa da segurança nacional, apelando para a presença de navios chineses e russos na região, ele vem reivindicando o controle da ilha.
Conforme revelou recentemente a rede britânica BBC, o governo Trump realizou cinco reuniões desde janeiro com representantes da Groenlândia e da Dinamarca para estabelecer três novas bases militares no sul da ilha ártica, cujo objetivo seria a vigilância das atividades da Rússia e da China em uma zona do Atlântico Norte.
Washington já possui uma base em território groenlandês, a base aérea de Pituffik. Os Estados Unidos podem estabelecer instalações militares na Groenlândia em virtude do acordo de defesa de 1951. Estima-se que as novas bases possam receber o mesmo status que Pituffik.
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