MADRID 16 dez. (EUROPA PRESS) -
O Hospital Universitário Gregorio Marañón realizou com sucesso o primeiro transplante parcial de coração na Europa em um bebê de sete meses chamado Mariami, que está progredindo favoravelmente na enfermaria do hospital depois de deixar a Unidade de Tratamento Intensivo, onde só precisou ficar por dois dias.
Um avanço que beneficiará crianças com malformações congênitas de válvulas cardíacas que não se formaram adequadamente, levando a um sério mau funcionamento. Na Espanha, cerca de 4.000 crianças nascem a cada ano com esse tipo de problema de saúde.
A técnica, que é endossada pelo Escritório Regional e pela Organização Nacional de Transplantes, consiste em implantar apenas uma parte desse órgão (válvulas) em crianças que precisam de cirurgia de substituição de válvulas, mas não apresentam uma insuficiência muscular que exija intervenção completa.
Atualmente, esses pacientes pediátricos recebem implantes de válvulas feitos de materiais que não crescem com o corpo, obrigando-os a se submeter a várias operações ao longo da vida para substituí-las. Esse procedimento evita isso, pois eles crescem com o paciente.
Esse caso particularmente complexo exigiu a combinação de duas outras técnicas nas quais o Hospital Público Gregorio Marañón também foi um centro pioneiro, em 2018 e 2021, pois foi realizado com grupos sanguíneos incompatíveis entre doador e receptor, bem como uma doação controlada de assistolia, tornando-o um marco triplo na cirurgia cardíaca pediátrica.
Esse avanço beneficiará crianças com malformações congênitas nas quais as válvulas cardíacas não se formaram adequadamente, resultando em mau funcionamento grave. Na Espanha, nascem cerca de 4.000 crianças por ano com esse tipo de problema de saúde.
A Ministra Regional da Saúde, Fátima Matute, participou da apresentação desse novo marco para o sistema de saúde pública de Madri nesta terça-feira, no complexo da Maternidade Marañón. "Trata-se de um passo gigantesco que revolucionará o mundo dos transplantes", enfatizou Matute, para quem essa conquista foi possível graças "à preocupação, ao entusiasmo e à perseverança dos profissionais da equipe do Serviço de Cardiologia, uma referência nacional nesse campo".
MAIS POSSIBILIDADES PARA OS PACIENTES
Essa nova técnica também permitirá um maior aproveitamento das doações cardíacas infantis, que são muito limitadas. Levando em conta que a prioridade sempre será dada às crianças que precisam de um transplante total convencional, essa estratégia abre três novos cenários. Em todos eles, uma ou duas crianças podem se beneficiar do transplante cardíaco parcial, dependendo do número de válvulas a serem substituídas.
O primeiro caso é quando um coração saudável é doado, mas na época não há um receptor de tamanho adequado. O segundo é quando o órgão do doador não tem boa função cardíaca, seu músculo não funciona bem, mas suas válvulas sim. E o terceiro é conhecido como transplante dominó: quando uma criança precisa de um procedimento completo, mas as válvulas são funcionais, elas podem ser usadas para um ou dois parciais e, como nos outros casos, beneficiar um ou dois receptores.
Essa nova técnica, como processo relacionado ao transplante, é possibilitada pela generosidade do doador e da família, uma solidariedade fundamental para a articulação de todo o sistema.
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