-/European Council/dpa - Arquivo
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, pediu na quinta-feira que a Unio Europeia "crie sua própria política de defesa", depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente ucraniano Volodimir Zelenski de "ditador" e o acusou de "no fazer o suficiente" para acabar com o conflito armado.
O presidente, que pediu UE que "acorde" e "aja" para deixar para trás a "inércia geopolítica e econmica" na qual o bloco se envolveu, alertou para uma "mudana de política" significativa em Washington em relao invaso da Ucrnia pela Rússia. "Isso exige uma mudana total de deciso na Europa", enfatizou.
Ele descreveu a próxima cúpula do Conselho Europeu como uma reunio de "vital importncia" e disse que Bruxelas deve "deixar de ser uma mera espectadora" quando se trata de abordar "eventos globais", de acordo com o diário grego 'Kathimerini'.
Mitsotakis lamentou a queda da Europa em uma "letargia política" e pediu um "alerta". "Esses eventos recentes e essa mudana na política dos EUA nos obrigam no apenas a encarar a verdade, mas a agir mais rapidamente e implementar medidas que estamos discutindo há muito tempo", disse ele.
Nesse sentido, ele enfatizou a necessidade de estabelecer uma "política de defesa" da UE que permita aos países membros do bloco "desenvolver sua própria fora de conteno e reduzir sua dependncia dos Estados Unidos", uma posio que parece estar crescendo nos últimos dias.
Suas palavras foram proferidas depois que Trump se afastou da posio do governo anterior em relao Ucrnia e sugeriu que foi Kiev quem realmente "comeou a guerra com a Rússia". O magnata nova-iorquino, que no descarta o envio de foras de paz europeias para o país, pediu a Zelenski que aja "o mais rápido possível" se no quiser "sair do país".
Os EUA e a Rússia mantiveram conversaes no início desta semana sobre a situao na Ucrnia, mas Kiev enfatizou que no aceitará um "acordo imposto" de fora e sem o seu "consentimento", uma posio que foi endossada pelos líderes europeus. Moscou, por sua vez, continua a se recusar a entregar o território que conseguiu ocupar até agora.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático