Arsenio Zurita - Europa Press
GRANADA 18 ago. (EUROPA PRESS) -
A prefeita de Granada, Marifrán Carazo, informou que os quatro terremotos de magnitude 4 ou superior registrados nesta terça-feira na capital granadina e em sua região metropolitana obrigaram a elevação da fase de pré-emergência para a fase de emergência, situação operacional 1, do plano municipal, depois que os tremores deixaram três feridos com lesões muito leves, que precisaram ser hospitalizados, e sete ruas bloqueadas pela “queda de entulho ou de algum elemento das fachadas dos prédios”, como consequência de nove danos de “grande magnitude”.
Em um áudio enviado à imprensa após a segunda reunião do Comitê Consultivo de Riscos Sísmicos, presidido e coordenado pelo primeiro vice-presidente e secretário de Presidência, Saúde e Emergências, Antonio Sanz, a prefeita lembrou que a primeira reunião ocorreu no último sábado, 15 de agosto, após o registro de um primeiro tremor de magnitude 4,8, que inicialmente foi registrado como 5.
Além disso, a prefeita indicou que assinará um decreto para elevar a fase de pré-emergência à fase de emergência, situação operacional 1, com o objetivo de “multiplicar ainda mais a atenção, a informação e oferecer a máxima tranquilidade aos cidadãos”. Nesse contexto, ela ressaltou que a diferença entre as duas fases “não é grande, mas implica mobilizar um número maior de recursos”.
MAIS DE 450 CHAMADAS REGISTRADAS
Carazo destacou que, após o registro do primeiro terremoto desta terça-feira, às 10h39, receberam “um número muito significativo de chamadas e alertas”. Especificamente, a central telefônica da Polícia Local registrou 229 chamadas, enquanto o Corpo de Bombeiros recebeu 168 e o 092, outras 61.
Quanto ao gerenciamento das ocorrências, ele indicou que “a primeira coisa que fizemos foi atender às chamadas, priorizar a ordem e a importância dessas chamadas e enviar bombeiros, Polícia Local, Proteção Civil, os técnicos municipais das áreas de Urbanismo e Manutenção, para identificar essas situações, avaliá-las e poder tomar medidas e decisões”.
Até o momento, como resultado dessas chamadas, foram detectados “nove danos de grande magnitude”, que obrigaram ao fechamento de sete ruas da cidade de Granada: Baden Powell, Navas, Moral de la Magdalena, San Matías, San Rafael, Alóndiga e Puentezuelas. A maior parte desses danos se deve à “queda de entulho ou de algum elemento das fachadas dos prédios”.
Mais especificamente, foi registrado o desprendimento de um elevador na rua Domingo Puente Martín; um desabamento na fachada de um prédio antigo na rua Moral de la Magdalena; a queda de parte da fachada do pavilhão Mulafem, na rua Torre de la Pólvora; danos na chaminé da Fermasa, que levaram ao fechamento do parque Baden Powell; um desprendimento da fachada no número 29 da rua Navas; a queda de um muro na parte superior de uma cobertura de um prédio na Rua Tenerife; danos na fachada do número 13 da Avenida Don Bosco; e outro desprendimento de fachada na Rua Juan Echevarría.
Diante dessa situação, a prefeita garantiu que se está trabalhando nesses sete locais como pontos prioritários e ressaltou que “a prioridade é avaliar esses danos, a situação desses prédios e residências afetadas que causaram desprendimentos e desabamentos de entulho”.
Nesse sentido, ela destacou que “é como se chovesse sobre o molhado”, após os trabalhos realizados a partir do dia 15. Assim, ela explicou que a Prefeitura conta com um aplicativo desenvolvido em parceria com a Ordem dos Arquitetos que permite conhecer a situação de cada um dos prédios inspecionados desde então, os quais estão sendo inspecionados novamente nesta terça-feira, dando prioridade àqueles que provocaram o bloqueio dessas sete ruas e que foram identificados como os nove danos de maior gravidade, embora “sem danificar a estrutura dos mesmos”.
“A ALHAMBRA RESISTIU AO LONGO DA HISTÓRIA”
Nesse contexto, ele garantiu que, no conjunto da Alhambra, estão sendo avaliados possíveis danos, embora tenha enfatizado que “a Alhambra resiste, vem resistindo ao longo da história”. No entanto, indicou que o conjunto monumental permanece fechado ao público como medida de segurança. Quanto aos estabelecimentos de saúde, ele destacou que “o único fechamento” é o do Centro de Saúde do Zaidín, devido a desprendimentos no telhado e no forro, enquanto os demais centros estão funcionando “normalmente”.
Além disso, informou que está sendo oferecida orientação personalizada no balcão de atendimento ao cidadão instalado no Centro Cívico do Zaidín, que “tem estado sobrecarregado”. Por isso, pediu aos cidadãos que “mantenham a calma e a tranquilidade, mantendo a rotina normal em suas residências e nos edifícios, caso não tenham sofrido danos estruturais”, e insistiu que “é importante ficar em casa”.
Além disso, Carazo informou que a Polícia Local receberá reforços e contará, durante a tarde desta terça-feira, com um total de 16 patrulhas, enquanto à noite haverá dez patrulhas, com um serviço também reforçado em relação a um dia normal na cidade.
Por fim, ele agradeceu o trabalho de todos os serviços municipais mobilizados, bem como da Proteção Civil, dos Bombeiros e da Polícia Local, e da área de Urbanismo, cujos técnicos participaram das inspeções nos prédios, “alguns deles voltando antes do tempo de suas férias para atender a essa situação”. Ele também agradeceu a colaboração dos voluntários, das duas ordens profissionais – de Advogados e de Arquitetos – e do Governo da Andaluzia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático