Diego Radamés - Europa Press
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do Governo, Elma Saiz, negou a existência de financiamento ilegal do PSOE depois que o irmão do ex-assessor Koldo García, Joseba, admitiu em tribunal ter recolhido envelopes com dinheiro na sede do partido na rua Ferraz.
“Nada aponta para qualquer tipo de financiamento irregular por parte do Partido Socialista”, afirmou Saiz nesta quarta-feira em declarações à imprensa após sua reunião com representantes da Rede Europeia de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social (EAPN) no Ministério da Inclusão.
Na mesma linha que o PSOE vem defendendo nos últimos meses, ela afirmou que as contas do partido estão sujeitas a controles internos “muito exaustivos” e também aos realizados pelo Tribunal de Contas.
A porta-voz fez essas declarações após o depoimento de Joseba García como testemunha no julgamento do “caso máscaras”, sobre as supostas propinas na compra de material sanitário durante a pandemia, que teve início na véspera no Supremo Tribunal. No banco dos réus estão seu irmão Koldo, o ex-ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, e o empresário Víctor de Aldama.
A testemunha afirmou que esteve duas vezes em Ferraz para recolher envelopes com dinheiro em espécie para seu irmão e sua esposa, Patricia Uriz, e relatou que, quando se dirigia à sede do PSOE, pediam-lhe o documento de identidade na entrada e, em seguida, uma mulher lhe entregava os envelopes com dinheiro.
A porta-voz do governo insistiu que aguardam o início do julgamento com “tranquilidade” e assegurou que são os primeiros interessados em que a Justiça chegue até o fim. “Com a tranquilidade de que nada aponta para qualquer tipo de financiamento irregular” do PSOE, destacou.
Por fim, Saiz insistiu que está ciente da preocupação dos cidadãos “em uma semana muito complicada”, na qual, além do julgamento pela compra de máscaras no Supremo Tribunal, também teve início o julgamento do “caso Kitchen”, no qual a cúpula do Ministério do Interior de Mariano Rajoy é julgada por suposta espionagem contra o ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas.
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