Europa Press/Contacto/Niyi Fote - Arquivo
MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, acusou a líder da oposição, María Corina Machado, de ser uma "traidora da pátria" por elogiar um comunicado do G7 que, entre outras coisas, questionava as iniciativas venezuelanas de reivindicar a soberania sobre o Essequibo.
"Se havia alguma dúvida sobre a conduta dessa traidora da pátria, desse personagem nefasto, aqui está a prova mais óbvia", proclamou Gil em uma mensagem no Telegram, na qual denunciou Machado como "inescrupulosa" e capaz de "vender" a soberania venezuelana a seus "senhores" para obter apoio para seu plano político "fracassado".
"O sol venezuelano nasce no Essequibo e nenhum traidor da pátria poderá nos tirar o que nos pertence", acrescentou. A esse respeito, Gil ressaltou que a Guiana não tem soberania alguma sobre um mar que ele considera "não demarcado" e do qual "a Venezuela está diretamente ameaçada".
O comunicado assinado na sexta-feira no Canadá pelos ministros das Relações Exteriores dos países do G7 e da União Europeia qualificou como "inaceitável" a incursão de uma embarcação venezuelana em águas próximas à Guiana, o que também representa uma violação dos "direitos soberanos" da Guiana. Eles também apoiaram a "integridade territorial" em meio à disputa bilateral pelo controle da região de Essequibo.
Outra parte da nota, à qual Gil não fez referência em sua mensagem, inclui apelos para a "restauração da democracia na Venezuela" e o respeito às "aspirações" daqueles que "votaram pela mudança" nas eleições presidenciais de julho passado, nas quais a oposição interna denunciou irregularidades. Eles também pediram ao "regime" de Nicolás Maduro que "cesse a repressão e as detenções arbitrárias e injustas", além de ordenar a "libertação incondicional e imediata de todos os presos políticos".
Machado agradeceu aos ministros do G7 por sua posição "clara" sobre a "crueldade" do governo de Maduro em relação aos "mais de mil presos políticos na Venezuela" e em defesa do "exercício soberano" das eleições de julho. "A maioria dos venezuelanos aspira a uma transição democrática e o papel da comunidade internacional, firme e decisivo, é crucial para alcançá-la", declarou, sem fazer alusão à disputa territorial com a Guiana.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático