Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, anunciou que o Governo central irá recorrer da decisão da Audiencia Nacional de suspender, a título cautelar, o acordo que declarava a Real Casa de Correos, sede da Presidência da Comunidade de Madrid e que, durante o franquismo, abrigou a Direção Geral de Segurança, como “Lugar de Memória Democrática”.
“Qualquer pessoa que se considere democrata deveria defender que seja um ‘Lugar de Memória’, mesmo que seja por humanidade. E estamos convencidos de que a Justiça acabará reconhecendo isso. Tempo ao tempo”, previu Torres em uma mensagem na rede social ‘X’, divulgada pela Europa Press.
Foi assim que o ministro reagiu a essa decisão da Audiencia Nacional, lembrando que se trata de uma medida cautelar, “não definitiva”, e que não entra no mérito da questão.
De qualquer forma, Torres sustenta que o Governo continua defendendo que declarar a Real Casa de Correos como “Lugar de Memória” “não afeta os usos do edifício”.
Por tudo isso, o governo decidiu recorrer da suspensão da declaração da sede da Comunidade de Madrid como Lugar de Memória: “O fato de a fachada lembrar o que foi aquele imóvel não interfere na atividade administrativa nem na imagem institucional, e é assim que argumenta um dos magistrados com um voto particular contundente”.
“Trata-se de fazer justiça às vítimas que sofreram morte e tortura nesse local”, afirma Torres.
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