Publicado 24/08/2026 05:57

O governo, sobre se vai “autorizar” uma visita de Felipe VI ao Marrocos: “A Casa Real é dona de sua própria agenda”

Ela insiste que o Marrocos é um país confiável em matéria de migração e pede que não se dê crédito a “especulações”

Archivo - Arquivo - A ministra da Inclusão, Previdência Social e Migração e porta-voz do Governo, Elma Saiz, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Moncloa, em 21 de julho de 2026, em Madri (Espanha). O Gov
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRI, 24 ago. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Inclusão, Previdência Social e Migração e porta-voz do Governo, Elma Saiz, afirmou que cabe à Casa Real definir a agenda do rei Felipe VI, embora não tenha se pronunciado sobre se o Executivo deve “autorizar” uma visita do chefe de Estado a Marrocos, conforme exigiu o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo.

“Não me cabe falar sobre a agenda da Casa Real”, concluiu Saiz em entrevista ao programa ‘La hora de La 1’, divulgada pela Europa Press, ao ser questionada se o rei precisa da “autorização” de Moncloa para visitar Ceuta. A ministra, por sua vez, defendeu que está focada em falar sobre a “agenda do governo”, especialmente na cidade autônoma, onde o Executivo “precisa estar presente para dar resposta a essa situação extraordinária”.

A porta-voz, que reiteradamente ressaltou não ter “nada a dizer” sobre a agenda da Zarzuela, também não se pronunciou sobre se o Governo propôs a Felipe VI que visitasse a cidade autônoma. “Também não tenho conhecimento disso, insisto. Acho que é importante responder pela atuação do governo, pela presença dos ministros (...) e pela liderança, em todos os momentos, do presidente. Sobre isso, sim, posso dar garantias”, afirmou.

Sobre se algum ministro solicitou a Felipe VI que fizesse uma ligação de mediação com o rei Mohamed VI devido à crise em Ceuta, a porta-voz evitou responder, remetendo para as audiências no Congresso, onde cada titular de cada ministério “poderá responder”, e também ressaltou que não tem “conhecimento” de que haja “impedimentos” para uma visita do monarca espanhol ao reino alawita.

FEIJÓO TEM INFORMAÇÕES?

Nesse contexto, Saiz pediu ao líder do PP que “compartilhe” com a opinião pública se tiver “alguma informação” sobre o que o rei Felipe VI “possa ter transmitido”. “Não posso me pronunciar com base em declarações de terceiros neste caso”, afirmou.

Em entrevista à Europa Press, Feijóo considerou que o rei “deseja ir a Ceuta” porque “é sua obrigação” como chefe de Estado diante da “crise humanitária, de saúde pública e de ordem pública” que se vive na cidade autônoma, ao mesmo tempo em que pediu ao governo de Pedro Sánchez que “autorize” essa visita.

O presidente do PP indicou que, dentro de suas competências constitucionais, Felipe VI é “garante da soberania e da integridade territorial” da Espanha. “Estou convencido de que o Rei quer ir a Ceuta e o fará quando o Governo da Espanha autorizar essa viagem”, acrescentou.

MARROCOS, PAÍS CONFIÁVEL

Por outro lado, a ministra insistiu que o Governo considera Marrocos um “país confiável” em matéria de migração, destacando a ação desse país no retorno voluntário de “90% das pessoas” que entraram em massa em Ceuta no final de julho. “Isso não teria sido possível sem a colaboração de Marrocos, um parceiro que consideramos um país vizinho, confiável e leal”, reiterou.

Assim, pediu que não se desse crédito às “especulações” e, por isso, convocou as audiências dos diversos ministros no Congresso “para prestar contas de todos os detalhes” da crise. Além disso, destacou o “compromisso da Espanha com a proteção e a segurança das fronteiras”, que é “categórico”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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