Europa Press/Contacto/Michael Brochstein
MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo de Donald Trump abandonará seu plano de criar um fundo de 1,7 trilhão de dólares (1,4 trilhão de euros) para indenizar supostas vítimas de “instrumentalização” da Justiça em governos anteriores, que fazia parte do acordo de arquivamento entre o morador da Casa Branca e o fisco dos Estados Unidos devido ao vazamento de sua declaração de imposto de renda para a mídia por parte de um ex-contratado da entidade, atualmente preso.
“Não daremos continuidade ao fundo. Ponto final", declarou o procurador-geral interino, Todd Blanche, perante a comissão de apropriações da Câmara dos Representantes, conforme noticiado pelo site de notícias The Hill.
Diante de suas palavras, a deputada democrata Grace Meng (Nova York) tentou esclarecer se o Departamento de Justiça não iria adiante com o fundo "nunca". “Correto”, respondeu o chefe interino do Departamento de Justiça.
No entanto, a resposta não satisfez a congressista, que se mostrou “preocupada” com o fato de tal compromisso “não estar sob juramento”. “Quero confiar em você e acreditar em você. Todos nós queremos, mas colocar isso por escrito resolveria essa questão”, enfatizou.
No entanto, o procurador evitou assumir tal premissa: “Não me comprometo a fazer nada por escrito”, respondeu Blanche, que, apesar disso, indicou que consideraria a proposta.
“O fundo ainda não havia sido constituído. Nenhum comissário havia sido nomeado. Nenhum reclamante havia apresentado qualquer reclamação. Não haviam sido apresentadas reclamações. Portanto, sim, não vamos seguir em frente com o fundo”, afirmou Blanche, alegando que, consequentemente, “não há nada a anular”. “Acredito que haverá uma transcrição do que eu disser aqui, então ficará por escrito”, acrescentou.
MANTERÁ A PROIBIÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DO IRS SOBRE TRUMP
Por outro lado, ele advertiu que seu ministério não retiraria o memorando assinado por ele mesmo que “proíbe e exclui para sempre” a Receita Federal (IRS, na sigla em inglês) e os promotores de revisar as declarações fiscais anteriores do presidente Trump, de sua família e de suas empresas.
“Nada mudou a esse respeito”, declarou o chefe do Departamento de Justiça, que, além disso, negou que o documento “conceda qualquer tipo de imunidade futura ao presidente, à sua família ou às suas organizações”.
A esse respeito, Blanche alegou que “sempre que o IRS chega a um acordo com um contribuinte individual ou uma empresa como parte do mesmo, é habitual eliminar as auditorias pendentes”. “Não se trata de um documento com efeito futuro”, argumentou, rejeitando assim a acusação da deputada democrata Rosa DeLauro (Maryland) de que seu departamento “concedeu ao presidente e à sua família uma imunidade fiscal de aproximadamente 100 milhões de dólares”, cerca de 86 milhões de euros.
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